Iguatu : Irmãs vendem trufas para ajudar no sustento da família

Blog do  Amaury Alencar
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“Eu comecei com 15 trufas. Passei muito tempo para vender. Minha família era que comprava com pena de mim. Só que eu sempre tive esse desejo, sempre soube que vendia.”

A frase é de Ana Alice Lino Ribeiro, 29, empreendedora. Há cerca de dois anos despertou nela a vontade de montar o próprio negócio, um trabalho que ajudasse no sustento de casa, complementar a renda do marido dela, que é autônomo. “Como é uma coisa que eu gosto de comer, eu sempre comprava. Tive essa ideia de passar a vender. Eu pegava de outra pessoa. Só que na casa em que morava não me ajudava, mudei para perto de uma escola. E vi que ali era oportunidade que Deus ia me dar. Deu certo”, pontuou Alice.

Porém, todo o início não foi tão fácil. A primeira remessa deu apenas para fazer o dinheiro de comprar a segunda remessa. Mesmo assim, Alice não desistiu de seu sonho e continuou. Com os primeiros lucros e com as vendas na frente da escola ajudando, com o aumento da demanda, ela passou a produzir as próprias trufas. As vendas deram um salto no período da festa de Senhora Sant’Ana, padroeira de Iguatu. “Eu chamei minha irmã Larisse e fomos com fé, mas ao mesmo tempo com medo de não vender nada. Eram duas meninas sem muita experiência, mas como o sonho de vender as trufas e o negócio deslanchar. Eu sabia que tinha a capacidade de vender. A gente foi a noves noites. Vendemos bem e ficamos bem conhecidas, até”, pondera.


Com a produção em andamento e as vendas aos finais de semana somente no período da noite, arriscaram vender durante o dia no clube AABB. As portas foram abertas e aos domingos elas estão marcando presença por lá. Fardadas, com crachás de identificação e sempre atenciosas e educadas, oferecem os produtos e esperam a reação dos clientes. A criançada é a primeira a pedir aos pais as ‘trufas das meninas’.

“Achei essa oportunidade aqui na AABB, abriram para mim as portas. Depois trouxe minha irmã, quando tem mais movimento ela vem me ajudar. Mas, como é um lugar tranquilo, às vezes venho só. A gente agradece demais essa oportunidade que nos deram, seu Roberto Lopes e o pessoal daqui, somos gratos demais”, disse.

Diariamente Alice também vai vender na escola no bairro onde mora, Vila Coqueiro. “Comecei com 15 trufas. As pessoas foram pedindo outras coisas. A passei a fazer bolo, pastel, outras coisas. Deus abriu essa oportunidade e toda semana eu estou vendendo lá”, ressaltou, agradecendo também a oportunidade.

Superação

Do início com 15 trufas, atualmente em média as irmãs Lino produzem e vendem entre 500 a 600 doces por final de semana. Além de vender por encomenda. “Para mim é uma história de superação. Há dois anos minha família comprava com pena de mim. Hoje, só temos a agradecer a Deus. É o que dá ajuda na renda lá de casa. Eu saber que posso ajudar, me sentir útil é muito bom. Lá em casa, sou eu, meu esposo e meu filho. Minha irmã me ajuda na produção e na venda às vezes. Ela me ajuda muito. Sou grata a ela”.

Nessa caminhada o sonho de Alice a cada obstáculo também vai crescendo. Espera fazer um curso de confeitaria. “Até pago. Não tenho condições agora, mas me esforço ainda mais para pagar. Eu faço bolo, mas não é aqueles bolos mais elaborados, é básico. Mas sonho alto. Para quem começou com 15 trufas e hoje está vendendo até para revenda, é um motivo para continuar. É o que eu quero”, destaca, agradecendo também ao esposo e as irmãs que sempre a incentivam a seguir. “Eu comecei só com a cara e a coragem. O que a gente ganha é pouco, mas dá para comprar os produtos, as embalagens. Eu não compro qualquer coisa. A gente prima por produtos de qualidade. É mais caro, mas a gente produz o que é bom. O lucro pode ser pouco, mas ajuda. Melhor vender coisas de qualidade porque as pessoas sabem e querem o que é bom e bem feito. Eu vou montar ainda um espaço para mim. Vamos orando e pedindo a Deus que Ele tem nos abençoado”, concluiu.

Para conhecer mais sobre os produtos das irmãs, basta seguir o Instagram @gj.lanches01.

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