Dinheiro a caminho: partidos terão quase R$ 6,5 bilhões para a campanha de 2026

Blog do  Amaury Alencar
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 Os partidos políticos devem entrar em 2026 com um volume recorde de recursos para financiar suas campanhas: quase R$ 6,5 bilhões, somando fundo eleitoral e fundo partidário. Desse montante, 70% correspondem ao fundo eleitoral, principal fonte de financiamento das disputas municipais, estaduais e federais.

Ao todo, as siglas terão mais de R$ 6,4 bilhões, o maior valor já registrado desde 2017. O repórter Carlos Silva conta, no Jornal Alerta Geral, que os partidos acompanham a votação da proposta orçamentária para definição real sobre o volume de recuados do Fundo Eleitoral,

A cifra transforma os partidos em organizações políticas de grande porte, com um nível de recursos que supera, por exemplo, o orçamento conjunto de oito ministérios do governo federal em 2025 e até o valor de mercado somado de 27 empresas listadas na Bolsa brasileira.

Especialistas ouvidos pelo Estadão alertam que esse modelo concentra poder nas cúpulas partidárias, onde há baixa transparência e ampla autonomia para decidir como o dinheiro será distribuído.

O resultado, afirmam, é um sistema que acentua desigualdades internas, reduz a competitividade eleitoral, dificulta a renovação de quadros e compromete o controle sobre o uso do dinheiro público às vésperas das eleições de 2026.

Com base nos números de 2024, o PL é o partido que mais acumula recursos: R$ 886 milhões. Em seguida, aparecem, PT – R$ 619 milhões; União Brasil – R$ 536 milhões; e PP – R$ 417 milhões.

Se for oficializada a federação entre União Brasil e PP, o bloco terá quase R$ 1,1 bilhão, tornando-se o maior agrupamento partidário do país em termos financeiros.

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