Cerca de 52 mil contratos de imóveis da Caixa poderão usar o FGTS

Blog do  Amaury Alencar
0

 

A decisão do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), abre uma nova janela de oportunidade para milhares de mutuários da casa própria e pode destravar parte da carteira imobiliária dos bancos. A Caixa Econômica Federal estima ter cerca de 52 mil contratos de financiamento que passam a ser diretamente beneficiados pela mudança, todos assinados a partir de 2021 para imóveis avaliados entre R$ 1,5 milhão, antigo teto do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), e R$ 2,25 milhões, novo limite em vigor. Com a alteração, o trabalhador poderá utilizar o saldo do FGTS para amortizar, comprar ou abater parcelas em qualquer contrato enquadrado nesse teto, independentemente da data de assinatura.
Até agora, esses contratos viviam um verdadeiro limbo regulatório. Em 10 de outubro de 2025, o governo havia elevado o teto do SFH de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões, mas deixou de fora os financiamentos assinados entre 12 de junho de 2021 e 9 de outubro de 2025, cujo valor do imóvel superava o limite antigo. Na prática, mutuários com imóveis nessa faixa de preço não podiam usar o FGTS, mesmo já estando dentro do novo teto. A exclusão gerou forte reação de bancos e incorporadoras, que passaram a pressionar o governo por uma correção, argumentando que a regra criava distorções e penalizava justamente a classe média que financia imóveis de padrão mais elevado.
Com a decisão do conselho curador, a distorção é corrigida e o benefício é estendido a toda a carteira enquadrada no novo teto. Do ponto de vista do sistema financeiro, a mudança também tem impacto direto na gestão de crédito da Caixa.

Postar um comentário

0Comentários
Postar um comentário (0)