Ciro não garante candidatura, diz estar “infeliz” no PDT e que partido foi “vendido” para o PT

Blog do  Amaury Alencar
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O ex-ministro Ciro Gomes disse estar “infeliz” no seu atual partido, o PDT, afirmando que a legenda teria sido “vendida” para o PT. Apontado como possível candidato ao Governo do Estado pela oposição em 2026, Ciro falou que uma candidatura sua no Ceará estaria, desse modo, inviabilizada.

“Eu estou muito infeliz no PDT, só pra você ter ideia, a burocracia do PDT me tirou o partido no Ceará. Então, eu se quiser ser candidato hoje no Ceará, eu não tenho partido, porque meu partido foi vendido para o PT. É chocante”, falou Ciro a jornalistas na última sexta-feira (3), durante o 30° Congresso Nacional de Administração, em Goiânia.

Em junho deste ano, o PDT entrou para a base do PT no Ceará, mesmo com a bancada de deputados estaduais na oposição. A aproximação começou por Fortaleza, após as eleições de 2024. Depois de 12 anos de gestões do PDT, a cidade agora é comandada pelo petista Evandro Leitão. A nível nacional, os dois partidos também são aliados.

Ciro não descartou uma futura candidatura, mas também não garantiu que disputará algum cargo no próximo ano. Ele confirmou que tem convites para se filiar a outros partidos como o PSDB e a federação União Progressista, formada por União Brasil e PP.

No entanto, segundo o ex-ministro, o União Brasil também pode não ser uma opção. Conforme Ciro, há uma negociação que poderia “tirar” também essa sigla da oposição no Ceará. O União Brasil é o partido ao qual o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, anunciou filiação depois de sair do PDT. RC também é cotado como pré-candidato a governador.

“O Camilo Santana tá oferecendo o cofre do Ministério da Educação, o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), para o Uniao Brasil para tirar o partido do Roberto Cláudio, que era do PDT e teve que sair porque o PDT foi vendido ao PT. É uma coisa grave o que está acontecendo”, falou Ciro.

O ex-ministro também comentou as articulações com a oposição no Ceará. Questionado sobre uma possível aliança com o PL, Ciro falou que ele, junto do ex-senador Tasso Jereissati (PSDB), atua para unir a oposição no estado. A ideia é que seja formada uma chapa única par a disputa do próximo ano.

“Eu e o Tasso estamos muito preocupados com a destruição de toda a questão econômica, social, a violência no Ceará e estamos, com a experiência que a gete construiu, juntando essa juventude aí que está dividia e, até o presente momento, estamos com grande êxito. O PL faz parte desse entendimento, mas não tem nenhuma montagem de chapa ainda, até porque a premissa de que sou candidato não está dada”.

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