
A base partidária do governo federal passa por um novo rearranjo após o rompimento oficializado do União Brasil com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma das movimentações em curso é a possível filiação da deputada federal Fernanda Pessoa ao PDT.
Filha do prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, Fernanda tem atuação discreta no Congresso, mas já se prepara para buscar a reeleição em 2026, quando tentará garantir seu terceiro mandato consecutivo.
CONFLITOS COM UNIÃO BRASIL
Reeleita pelo União Brasil em 2022, Fernanda sempre manteve sua posição alinhada à base governista, tanto no plano estadual quanto federal. Indicou aliados para cargos na administração petista e, mesmo durante a convivência no União, nunca se afastou politicamente do governo. Com a ruptura da legenda com o Palácio do Planalto, a deputada deve permanecer no campo em que sempre atuou: a sustentação ao governo Lula.
A ida para o PDT integra uma estratégia de fortalecimento do partido no cenário nacional. O cálculo é que, em 2026, a legenda lute por ao menos quatro vagas na Câmara Federal. Para isso, os pedetistas articulam a manutenção de quadros e a atração de novos nomes.
PERMANÊNCIA NO PDT
Os deputados Idilvan Alencar e Mauro Filho dão sinais de que permanecerão no PDT. A direção partidária também tenta atrair o deputado Luiz Gastão (PSD) e trabalha para garantir a permanência de Eduardo Bismarck, consolidando uma chapa robusta para a disputa proporcional.
Esse reposicionamento acontece num momento de redefinição interna, em que o PDT deverá enfrentar as eleições sem a presença de Ciro Gomes, que, segundo aliados, caminha para se filiar ao PSDB. A eventual chegada de Fernanda Pessoa é vista como passo estratégico para preservar e ampliar o peso do partido na Câmara Federal, o que ajudaria a sigla a manter ou ampliar o volume de recursos do Fundo Eleitoral.
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