Parlamentares da CPMI do INSS conseguem localizar e intimam ‘Careca do INSS’ a depor no colegiado

Blog do  Amaury Alencar
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 Na tarde desta quinta-feira (4), a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional da Seguridade Social) conseguiu intimar Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Seu depoimento será realizado no próximo dia 15 de setembro.

O colegiado estava com dificuldade para localizá-lo. Segundo o presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), a situação levou o colegiado a convocar a Polícia Legislativa para intimá-lo.

Houve dificuldade da secretaria em encontrar. Por isso autorizei a polícia legislativa a fazer a intimação”, afirmou Viana. Além dele, o empresário Maurício Camisotti, que também é considerado peça-chave no esquema que levou a descontos ilegais no pagamento de aposentados. Seu depoimento será no dia 18, uma 5ª feira. “Eles foram intimados e já foi marcada a audiência com cada um deles”, disse o vice-presidente da CPMI, Duarte Júnior (PSB-MA).

Na próxima semana, dois ex-ministros serão ouvidos:

8 de setembro (segunda-feira) – Carlos Lupi (PDT), ex-ministro da Previdência (2023-2025);

11 de setembro (quinta-feira) – José Carlos Oliveira, ex-ministro do Trabalho e Previdência (2022).

As sessões da CPMI são realizadas de segunda-feira e quinta-feira. São 180 dias de trabalhoprorrogáveis por outros 180.

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), apresentou relatório parcial na última segunda-feira (1º) em que pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão preventiva de 21 investigados no esquema, incluindo Antunes, Camisotti, o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto e o ex-procurador-geral do instituto Virgílio Oliveira Filho. O pedido foi aprovado por unanimidade no colegiado.

A comissão investiga um esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários, revelado em abril pela operação Sem Desconto, da Polícia Federal e da CGU (Controladoria Geral da União). Estima-se que a fraude tenha causado prejuízo de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. O caso será analisado pelo ministro do STF André Mendonça, relator do inquérito.

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