
O projeto ainda está sendo desenvolvido, mas a execução de músicas com a presença de pessoas surdas incluídas no coral tem refletido positivamente para os integrantes do grupo. A troca de experiências e experimentos musicais tem sido elogiada por quem assistiu à apresentação do Coral Humberto Teixeira, da Escola de Música Popular Humberto Teixeira, de Iguatu.
A mais recente apresentação aconteceu na quinta-feira, 25, durante o evento Família na Escola, ação essa desenvolvida pelo equipamento cultural.
A ideia de incluir pessoas surdas surgiu a partir de capacitações em Libras (Língua Brasileira de Sinais). De acordo com o regente do coral, Miquéias Felipe, isso o fez despertar para a inclusão de pessoas surdas no coral. “Passei a contar com a ajuda da professora Amanda, e passamos a discutir essas ideias. Um desafio que passei a buscar entender a questão da inclusão mesmo, acessibilidade, como tratar, como se comunicar. As aulas da gente estão passando além de ser de técnica vocal, também inclusiva. Estou aprendendo algumas coisas devagarinho” contou o professor.
Inovador
A experiência também é bastante positiva para a intérprete de Libras, Amanda Vieira, uma que vem dando certo. “Para não ter só o intérprete ali no cantinho traduzindo, mas o surdo também participarem. O Miquéias monta toda aquela estrutura musical e eu monto toda a estrutura da música, do sentimento, das emoções para que o surdo consiga também sentir a música. Uma proposta bem interessante. Estamos na fase do desafio mesmo, estamos debatendo ideias, formatos, discutindo e tem sido um projeto inovador para gente e que tem trazido bastante experiência diferente também para os surdos. Iguatu nunca teve um coral com a participação dos surdos. Esse grupo está tendo essa experiência com coral”, ressaltou.
Envolvimento e emoção
O nome do projeto ainda está em fase de montagem, dentro do novo espetáculo que está sendo montado para o coral. Dia 26 de setembro é considerado o Dia do Surdo no Brasil. A ação potencializa o desenvolvimento da língua brasileira de sinais e contribui para o envolvimento da pessoa surda. A diretora da Escola de Música, Orleide Cavalcante ficou emocionada com a apresentação, destacando a relevância da acessibilidade da língua, que foi abraçada por todos da escola.
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