
A relação comercial entre Brasil e China esteve no centro do debate nesta quarta-feira (3/09), durante o evento “Panorama Brasil-China 2025: Oportunidades de Negócios”, realizado em Fortaleza. Organizado pela Câmara Chinesa de Comércio do Brasil em parceria com a Comexjus, o encontro reuniu cerca de 60 empresários e profissionais do setor de comércio internacional para discutir tendências, desafios e oportunidades na maior rota de negócios do país.
O encontro foi marcado por palestras e painéis sobre contratos internacionais, panorama econômico, câmbio e logística. Empresas como Summit Investimentos, Necton (do BTG Pactual) e NT Cargo apoiaram a iniciativa, que se insere no contexto de aprofundamento das relações comerciais entre os dois países, a China segue como principal parceiro comercial do Brasil, responsável por mais de um terço das exportações nacionais.
Vanessa Holanda, sócia da consultoria Comexjus, chamou a atenção para a importância da formalização de contratos internacionais. “A falta de um contrato bem elaborado pode gerar prejuízos significativos no comércio exterior. É fundamental que importadores e exportadores tenham clareza jurídica para proteger suas operações”, ressaltou.
Já Amanda D’ávila, representante da Câmara Chinesa, destacou o potencial da diversificação comercial. “A China tem um potencial gigantesco de negócios com o Brasil. Mas é essencial que os empresários brasileiros diversifiquem a pauta exportadora, reduzindo riscos frente a desafios futuros”, afirmou, enfatizando também aspectos da cultura de negócios chinesa como ponto estratégico para o fortalecimento das parcerias.
No campo financeiro, Saulo Barros, analista de câmbio da Necton/BTG Pactual, apresentou um panorama das transações internacionais. Segundo ele, operações de câmbio exigem cada vez mais sofisticação e rigor regulatório. “É uma transação que precisa seguir métricas específicas e passa por auditoria do Banco Central. O empresário precisa estar preparado para lidar com essas exigências no dia a dia”, explicou.
A logística também foi destaque. Para Gabriela Marcondes, CEO da NT Cargo, a crise geopolítica atual reforça a necessidade de repensar rotas e ampliar parcerias. “O mercado China-Brasil continua em expansão, mas exige planejamento. Precisamos fomentar novas estratégias e trabalhar com parceiros de confiança para garantir a competitividade”, defendeu.