
servidores públicos municipais de Iguatu realizaram um ato em frente à sede da Prefeitura, em mobilização convocada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Iguatu (SPUMI). O protesto ocorreu durante uma Assembleia Geral Extraordinária, com foco na campanha salarial de 2025 e na cobrança de respostas da gestão municipal.
Durante a manifestação, os servidores aprovaram a realização de paralisação geral do serviço público para a próxima terça-feira, 19. A decisão, segundo o sindicato, é uma resposta à falta de avanços nas negociações. A Prefeitura de Iguatu, por meio de nota oficial, lamentou o que classificou como “ameaças de paralisação” e afirmou que tem mantido diálogo com a categoria, tendo realizado cinco reuniões com o SPUMI apenas neste ano.
A presidenta do sindicato Sayonara Fernandes afirmou que a categoria vem tentando diálogo há meses, mas que não há retorno efetivo da gestão. “O sindicato tem buscado negociar. Estamos abertos ao diálogo. Os servidores estão cansados de promessas. O que foi aprovado hoje é um movimento legítimo por respeito e valorização”, disse.
Em pauta
Entre as pautas debatidas na assembleia, estão a reestruturação dos planos de cargos e salários (PCRM e PCCR), e a chamada descompressão salarial dos servidores concursados de 2002. Segundo o SPUMI, esses profissionais recebem atualmente valores próximos aos de novos concursados, mesmo com anos de serviço prestado, o que desvaloriza a experiência acumulada.
A entidade sindical afirma que o objetivo é restabelecer uma hierarquia justa nos vencimentos, corrigindo defasagens acumuladas e assegurando reconhecimento à trajetória dos trabalhadores. “Lutamos por justiça salarial, pela reestruturação dos planos e por condições dignas de trabalho para todos os servidores do município”, reforçou Sayonara Fernandes.
A paralisação do dia 19, segundo o sindicato, será mantida caso não haja avanço concreto nas reivindicações até lá.
Prefeitura
Em nota, a Prefeitura argumenta que, em 2025, foi concedido um dos maiores reajustes salariais do Estado, além da manutenção dos pagamentos dentro do mês trabalhado. A gestão também apontou que as mais de 60 demandas apresentadas pelo sindicato implicam impacto direto na folha de pagamento. A administração afirma que seguirá trabalhando para garantir condições dignas, mas defende que o processo de negociação ocorra sem radicalizações.
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