
A preservação dos manguezais cearenses foi tema de discussão durante o Seminário da Semana Estadual de Proteção aos Manguezais. O evento foi realizado pelo Instituto Centec em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema), com o Ecomuseu Natural do Mangue (Ecomunam) e com o Laboratório de Ecologia de Manguezais (Ecomangue), do IFCE campus Acaraú.
Com a presença de educadores, estudantes, pesquisadores, gestores públicos e lideranças de comunidades costeiras, o evento contou com palestras abordando questões urgentes relacionadas ao bioma, como a preservação dos ecossistemas costeiros e a importância da educação ambiental e da participação comunitária na restauração dos mangues
“O Centec está à frente do projeto Mangueando, em que o nome por si já diz: andar pelo mangue, conhecer suas raízes. Com isso, a gente valoriza quem está ali no dia a dia, fazendo parte dessa transformação. Já formamos 75 professores e reafirmamos nosso compromisso de levar esse conhecimento para os cidadãos do Ceará”, destaca a gestora da Diretoria de Extensão Tecnológica e Inovação (Deti), Edilina Feitosa.
O Mangueando é o curso de Formação Inicial e Continuada (FIC) de Preservação e Defesa dos Manguezais no Ceará. A formação é voltada para professores da rede pública de ensino e aborda de forma transversal a educação ambiental, a preservação e conservação dos manguezais no desenvolvimento das práticas pedagógicas.
“Nós temos o mangue como um lugar sagrado, de reprodução. Eu sou indígena do povo Tapeba e chamamos de lama sagrada. É de onde muitos tiram seu sustento, mas também tem valor espiritual, do bem viver, da comunhão com a comunidade”, relata o secretário executivo da Sema, Cassimiro Tapeba. Ele ressalta a importância de avançar em políticas públicas de preservação dos manguezais como resposta à emergência climática, considerando o papel do mangue no sequestro de carbono.