Saída de Roberto Cláudio esvazia o PDT; partido ficará sem deputado estadual e terá dificuldades para atrair candidatos à Assembleia Legislativa

Blog do  Amaury Alencar
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O PDT enfrenta um dos momentos mais difíceis da história do partido no Ceará e passa por um longo processo de esvaziamento que compromete o presente e o futuro da sigla na corrida às eleições de 2026. A saída dos quatro deputados estaduais deixará a legenda sem atrativos para quem quer concorrer à Assembleia Legislativa.


Após a primeira crise interna, provocada com o rompimento da aliança com o PT em 2022, o PDT definhou ainda mais na derrota das eleições municipais de 2024, perdendo, com o então prefeito José Sarto, o controle da Prefeitura da Capital.


Em 2022, o PDT elegeu 13 deputados estaduais, mas 10 romperam com a linha oposicionista do partido e decidiram acompanhar o Governo Elmano de Freitas. Três deputados estaduais – Queiroz Filho, Antonio Henrique e Cláudio Pinho, mantiveram sintonia com o ex-presidenciável Ciro Gomes e com o ex-prefeito Roberto Cláudio.


A dissidência levou o então presidente da Assembleia Legislativa e atual prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, a trocar o PDT pelo PT e abrir caminho para outros colegas seguirem o mesmo rumo. Os dissidentes saíram em bloco em direção ao PSB.


O grupo liderado pelo ex-presidenciável Ciro Gomes permaneceu no PDT e ganhou a adesão do deputado estadual Lucinildo Frota, oriundo do PMN. Agora, em bloco, os quatro deixarão o PDT, após o ex-prefeito Roberto Cláudio anunciar filiação ao União Brasil.

 o mesmo sentimento para desfiliação atinge, também, a bancada federal: dos cinco deputados federais do PDT, quatro – Eduardo Bismarck, Idilvan Alencar, Robério Monteiro e Mauro Filho, estão de malas prontas para se filiar ao PSB. O PDT tende a ficar apenas com um deputado federal – André Figueiredo, que tem a chave da porta do partido no Ceará.

                                      Ceará Agora 

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