Cotado como um dos candidatos à disputa pelo Palácio da Abolição, Roberto Cláudio (PDT) pregou a união da oposição em torno de um “palanque único” para enfrentar o governador Elmano de Freitas (PT) no pleito eleitoral de 2026. A declaração foi dada ao Diário do Nordeste neste domingo (1º), durante a programação da Festa de Santo Antônio de Barbalha, também conhecida como Festa do Pau da Bandeira, em Barbalha, no Interior do Ceará.
O posicionamento ocorreu após o ex-prefeito de Fortaleza anunciar, na última quinta-feira (29), a saída do PDT, alegando “graves e complexas circunstâncias locais da política cearense”. Nos bastidores, fontes indicam que Roberto se filiará ao União Brasil, que também será a nova sigla de alguns dos seus aliados — outra ala deve migrar para o PL.
No mesmo dia que anunciou a desfiliação ao PDT, inclusive, o político teve um encontro com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpriu agenda na Capital, e outras lideranças do partido.
“A decisão partidária que eu tomarei eu devo anunciar nos próximos dias, tá certo? Mas, o mais importante que eu acho desse movimento, e aqui talvez essa foto expresse muito bem isso, é um conjunto de forças de partidos distintos que se unem para proteger o Ceará do mal que o PT tem nos causado”, afirmou Roberto Cláudio, após ser fotografado com opositores a Elmano em uma igreja de Barbalha.
Na oportunidade, Roberto Cláudio esteve ao lado de políticos que integram o grupo de oposição ao Governo do Estado, como o ex-deputado federal Capitão Wagner (União), os deputados estaduais Carmelo Neto (PL), Sargento Reginauro (União), Lucinildo Frota (PDT), Queiroz Filho (PDT), Cláudio Pinho (PDT) e Antônio Henrique (PDT), além da vereadora de Fortaleza, Bella Carmelo (PL).
NOVOS ALIADOS
Questionado sobre a mudança de rumo, ao se aliar a nomes da oposição, Roberto Cláudio declarou que, “a rigor, nada mudou”, ressaltando que rompeu com o PT na disputa pelo Executivo estadual em 2022. Para ele, a aliança envolve a coesão de forças políticas distintas.
“Essa oposição se faz agora, mais do que por coerência minha pessoal, se faz necessária para proteger o Ceará não só do descaso e abandono do PT, mas do autoritarismo e arrogância que tem feito mal à democracia cearense”, frisou.
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