
A deputada estadual Emilia Pessoa (PSDB) disse nessa quinta-feira (22) que o PSDB está de “braços abertos” para uma possível filiação do ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes (PDT), que também é cotado para ser candidato ao Governo do Estado nas eleições de 2026, pelo grupo da oposição.
Em meio a incertezas sobre os rumos do PDT a nível nacional e estadual, Ciro foi convidado para se filiar ao PSDB, que discute uma possível fusão com o Podemos. O ex-ministro ainda não “bateu o martelo” sobre a filiação, mas, segundo Emilia, “há uma tendência para um sim para que ele (Ciro) esteja aí, junto conosco”.
“É uma conversa que avança a cada dia. Nós do partido estamos bem felizes com essa notícia. Seria uma honra, um prazer pra todos nós, estar com o Ciro filiado e, consequentemente, ele ser apresentado como um novo nome para as disputas da eleição de 2026”, completou a deputada.
Apesar de uma tendência positiva para a filiação, um entrave é a fusão entre PSDB e Podemos, discutida nacionalmente entre as siglas, mas que ainda não avançou. Um impasse está em quem ou qual grupo ficaria no comando da nova legenda no estado, já que os dois partidos no Ceará adotam posições distintas.
O Podemos é comandado pelo ex-prefeito do Aracati, Bismarck Maia, que aproximou o partido da base aliada do governador Elmano de Freitas (PT). O filho de Bismarck Maia, o deputado federal Eduardo Bismarck (PDT), é secretário estadual de Turismo no governo Elmano. Já o PSDB tem forte histórico de oposição ao PT; o presidente estadual é Ozires Pontes, que é próximo ao ex-senador Tasso Jereissati.
Conforme Emilia, a presidente nacional do Podemos, deputada federal Renata Abreu, manifestou ao presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, apoio para que a fusão seja liderada por Tasso no Ceará. No entanto, isso ainda não está definido e as articulações continuam.
“De um lado, o partido (PSDB) não acompanha o Governo do Estado. No entanto, para o Bismarck, que já faz parte do grupo, inclusive da gestão, tem sido um pouco mais difícil manter essa afirmação. Ele acompanharia o governo”, apontou Emilia. Segundo ela, ainda é cedo para poder dizer quem vai comandar o partido, mas aposta em uma discussão amigável entre Tasso e Bismarck, que vêm conduzindo essas articulações no estado.