O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) encerrou, nessa quinta-feira (13), no Distrito de Lagoa do Mato, em Itatira, mais uma etapa de audiências públicas para debater os impactos ambientais, sociais e econômicos da exploração da mina de urânio e fosfato, no Município de Santa Quitéria.
As audiências públicas têm o objetivo de ouvir a população e representantes das comunidades que podem ser impactadas com o funcionamento da mina de Itataia. O raio de abrangência desses impactos envolve os municípios de Santa Quitéria, Madalena, Itatira e Canindé. O Projeto Santa Quitéria, que é integrado pela empresa Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e Galvani Fertilizantes, tem investimentos de R$ 2,3 bilhões.
ABASTECIMENTO
Representantes do Projeto Santa Quitéria, Cristiano Morais afirma que Itataia tem capacidade para abastecer 25% de todo o adubo destinado à produção de alimentos das Regiões Norte e Nordeste. O fosfato é um dos principais componentes para os fertilizantes usados na agricultura. Hoje, a maior parte do adubo é importada. Segundo, ainda, Cristiano, o urânio a explorado em Itataia terá como destino à geração de energia limpa.
Ceará Agora
