Nos idos de 2005 se descobriu os Sítios Paleontológicos (Icnofósseis) com rastros de INVERTEBRADOS MARINHOS com uma idade aproximada de 430 MILHÕES DE ANOS, "esse fósseis fazem parte do Patrimônio Cultural Brasileiro que reúne bens naturais que poderão contar a História do nosso Planeta, isso é uma fonte inesgotável de significado da nossa própria existência por isso, esse material precisa ser conhecido , precisa ser especialmente protegidos como uma herança da comunidade e mais ainda como uma memória do nosso Planeta, uma memória da Terra". Esse forte DEPOIMENTO é da Mestre MARIA SOMÁLIA SALES VIANA, Professora de Paleontologia da UNIVERSIDADE VALE DO ACARAÚ-UVA, ela sempre esteve na vanguarda dos estudos desses Sítios Paleontológicos no Município de Pacujá e a sua contribuição é sem dúvidas, uma das maiores fontes de pesquisas científicas na área, para nosso País.
Está na comunidade de São Tomé na Região do Zipu, um dos mais importantes Sítios Paleontológico (Icnofósseis) do Brasil, na propriedade da família do agricultor Francisco das Chagas conhecido popularmente como Chicor, são conhecedores da importância desses bens além de conservar e proteger essa riqueza que pertence a União e a Humanidade. Não é a tôa que o Projeto Jovens Caatingueiros nasceu nessa comunidade e que hoje é sinônimo de verdadeira conscientização ambiental, eles respiram Meio Ambiente. A Associação Comunitária e Rural do Zipú, dá irrestrito apoio à causa.
O País tomou conhecimento da grandeza desses Sítios Paleontológicos (Icnofósseis) de Pacujá, através da matéria do jornalista Wandenberg Belém da TV DIÁRIO - Sistema Verdes Mares de Comunicação, último dia 23 através do PROGRAMA BOM DIA NORDESTE, que vem chamando a atenção da sociedade brasileira.
No ano de 2019, o então Prefeito Alex Melo, convidou o ambientalista Jorge de Moura para prestar serviços no município na área ambiental, o gestor municipal tinha ciência da importância desses Sítios e da Serrinha em seu município porém, faltava um técnico com visão de futuro, com uma visão mais abrangente e aguçada para trabalhar a elaboração de um Projeto Técnico Científico que contemplasse toda essa riqueza no município. Sabia dos desafios, especialmente o financeiro, que era um obstáculo, tendo em vista a falta de recursos nos cofres públicos municipais para levar adiante sua ousadia. Lembrando que a referida administração municipal, o Município de Pacujá conheceu, trabalhou e implantou o mais audacioso Plano de Educação Ambiental.
O ambientalista com sua "visão de ave de rapina" e com seu conhecimento não se fez de rogado, foi em busca de ajuda, primeiro se aprofundou nas pesquisas existentes, são dezenas de trabalhos científicos realizados por diversos mestrando de várias Universidades do Brasil, ao vê que estava diante de algo que lhe fugia sua competência foi em busca de apoio e encontrou os parceiros ideais nas pessoas dos mestres CÉSAR VERÍSSIMO (Geógrafo da Universidade Federal do Ceará-UFC), MARIA SOMÁLIA VIANA (Paleontóloga da Universidade Vale do Acaraú-UVA), MARCÉLIA MARQUES (Arqueóloga da Universidade Estadual do Ceará), ARTUR ANDRADE (Paleontólogo da AGÊNCIA NACIONAL DE MINERAÇÃO-ANM), que se deram as mãos e passaram a trabalhar o audacioso Projeto SERRINHA COMO UNIDADE DE CONSERVAÇÃO ESTADUAL, que teve o imediato apoio do então Secretário de Estado do Meio Ambiente Profº ARTUR BRUNO e daí nasceu a Comissão Pró Serrinha Unidade de Proteção Estadual formada pelos citados mestres além do Pe. Jesuino Marques (Paróquia de São João Batista), Profª Rita Benjamin, Elenilson Gouveia Carvalho (ambientalista), ANDREA (Chefe das Unidades de Proteção Estadual- SEMA) coordenada por Jorge de Moura e que hoje estão vendo se aproximar a concretização de um sonho da população local e da Região. Jorge de Moura lembra que o sucessor do Prefeito Alex Melo e ex prefeito Raimundo Filho, deu o seu apoio para a continuação do audacioso plano em relação a Serrinha.


