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| Foto: Ilustrativa |
A zona rural de Santa Quitéria ganhará uma Escola de Ensino Médio do Campo. Atualmente, há 10 instituições deste molde no estado, que funcionam em assentamentos da reforma agrária e garantem uma educação qualificada para agricultores familiares, pescadores artesanais, ribeirinhos, assentados e outros.
Os recursos para a construção deste equipamento foram garantidos pelo governador Elmano de Freitas durante audiência com a coordenação local do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), segundo Valdemir Mesquita (Pé de Mola), suplente de vereador e um dos principais líderes do movimento na cidade.
O local escolhido para sediar a escola foi o assentamento Juá-Sede, devido ser o centro de vários assentamentos no entorno. Contará com uma estrutura padrão, possuindo oito salas de aula, quadra poliesportiva, laboratórios, biblioteca e uma área de estudo em produção agroecológica. Com regime de funcionamento em tempo integral, serão ofertadas nas disciplinas de nível médio, assuntos relacionados ao campo e a produção para a juventude.
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| Seguirá o padrão da Escola Paulo Freire, inaugurada em 2019 em Mombaça |
Agora, o projeto segue em fase de liberação da área no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), para que seja autorizada e iniciada a obra por meio da Superintendência de Obras Públicas (SOP).
Para Pé de Mola, as expectativas são grandiosas e há muito tempo, a comunidade do Juá sonhava em ter uma escola que atenda as necessidades de todos os alunos. “O diferencial da educação do campo é ter a realidade da comunidade voltada para o conteúdo escolar, trabalhando os modelos de produção, o incentivo a práticas de preservação ambiental, o uso devido da terra com base na agroecologia e na produção de alimentos saudáveis“, afirmou ao A Voz de Santa Quitéria.
Ela se difere da Escola Família Agrícola (EFA), obra parada há 10 anos na Fazenda Santa Rita. “Na EFA serão formados filhos e filhas de agricultores em áreas como: técnico agrícola, zootecnista, agrônomo e etc, sendo que serão 15 dias na escola e 15 dias nas comunidades desenvolvendo atividades de campo”, explica Valdemir.
Além da matriz curricular destinada ao atendimento das populações rurais, as escolas de campo são uma alternativa que facilitam o acesso ao aprendizado dos estudantes, que antes, precisariam se deslocar para longe de suas casas em busca de obter algum ensino.
A voz de Santa Quitéria

