Milagres: cavalgada e missa homenageará vaqueiro falecido há 17 anos

Blog do  Amaury Alencar
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 Será realizada neste domingo (11.06), mais uma programação em homenagem ao vaqueiro José Renato da Silva, o ato religioso é organizado por Chiquim do são Tomé, Raimundo Menezes e pela Família Benedito.

Imagem: Acervo Okariri

Eles partem em cavalgada da estátua às 9 horas da capela de São Joaquim no Sítio Olho D’água Cercado, onde acontecerá uma parada na capela de Santa Catarina de Alexandria, no sítio Santa Catarina e seguida o cortejo segue para o sítio Jorge, onde haverá a missa presidida Padre Ronaldo em memória do vaqueiro José Renato da Silva que faleceu há 17 anos.

SOBRE O HOMENAGEADO

José Renato era um vaqueiro dedicado a sua luta diária. Trabalho pesado, braçal, árduo e que requer muita coragem. Enfrentando diariamente as intempéries da natureza, estava ele a montar no lombo de seu cavalo, entoar aboios, e conduzir o gado pela caatinga afora.

A trajetória do vaqueiro José Renato foi interrompida de forma trágica. Saiu de casa para trabalhar, cumprir mais um dia de rotina. Montou seu cavalo, entoou um dolente aboio e seguiu mata adentro. Passados três dias, sem retornar para casa, familiares e amigos iniciaram uma busca, esperançosos por alguma notícia, mas, infelizmente, o encontraram sem vida. No fatídico, 11 de junho de 2006, segundo relato dos amigos que encontraram o corpo, as evidências levam a crer que o cavalo tombou em um buraco, caindo por cima do vaqueiro, ocasionando o óbito. A violência da queda foi fatal também para o cavalo.

No ano seguinte (2007), como forma de homenagear a memória de José Renato, os amigos e familiares, organizaram uma romaria e missa em sufrágio de sua alma, saindo em cortejo do Sítio Olho d’água até o Sítio Jorge, local onde foi encontrado o corpo, sendo em seguida erigida uma capela e um monumento. Atualmente a missa do vaqueiro como ficou conhecida, conta com a participação de centenas de pessoas. Nesse ultimo domingo (10/06), a romaria e missa contou com a participação de centenas de vaqueiros de toda região, cantadores, violeiros, aboiadores, amigos e familiares, que além de expressarem sua fé e religiosidade, lembraram com muita saudade do herói do sertão. O seu nome não foi esquecido nas quebradas do sertão.

                                    O Kariri 

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