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| Foto: Júlio Gaúcho/AVSQ |
Funcionários do Hospital Municipal de Santa Quitéria continuam em estado de apreensão e de insegurança, em relação ao pagamento de seus salários. Há duas semanas, os profissionais cobram respostas tanto da Prefeitura, como do Instituto Compartilha, para o qual prestaram serviços até o período de aviso prévio.
A demora na solução deste problema tem levado muitos destes trabalhadores a procurarem A Voz de Santa Quitéria, de maneira reservada, para relatar que seguem trabalhando, porém, aflitos por estarem acumulando dívidas e passando necessidades, sem que tenha um prazo para findar este impasse. Alguns, inclusive, já abandonaram seus postos.
“Todo dia a gente vai trabalhar com um sorriso no rosto, trata o paciente da melhor forma possível, até porque eles não têm culpa, mas chega uma hora que a gente não dá mais pra aguentar, no desespero, porque precisa desse dinheiro”, contou uma servidora, bastante angustiada.
Estima-se em 40 o número de pessoas a receberem os vencimentos de março e até 25 de abril, dentre médicos, enfermeiros, técnicos, auxiliares, vigias e outros, num débito aproximado de R$ 700 mil. O contrato com a organização social está no centro de questionamentos do próprio Executivo, passando por auditoria e cobrando prestações de contas dos serviços prestados para efetuar o pagamento.
A prefeita interina Lígia Protásio afirmou à reportagem que se sensibiliza a dor a qual passam estes profissionais e que a administração está em contato tanto com Tribunal de Contas do Estado, bem como Ministério Público, para acatar a melhor forma de pagar e o mais breve, se direto à OS ou aos próprios colaboradores. Porém, ainda sem data certa. Ela pontuou também que desde junho de 2022, os encargos trabalhistas como FGTS e INSS não estavam sendo pagos, inclusive puérperas sem recebimento de licença-maternidade e confirmou que há irregularidades no termo de fomento, bem como na execução.
Através da sua assessoria de comunicação, o Compartilha alega “estar de mãos atadas” e que após contato com a gestora, teria sido informado que, por orientação, não seria lhes feito o repasse, entretando, já entregou as referidas prestações solicitadas e não há nenhuma irregularidade e agora, aguarda retorno por parte da Prefeitura, de qual decisão será adotada.
Conforme o TCE, Santa Quitéria pagou ao instituto, R$ 23,2 milhões em 2021 e 2022. Os dados referentes a este ano ainda não constam no Portal da Transparência.
A VOZ DE SANTA QUITÉRIA
