
Márcio Martins acredita que terá o apoio de todos os vereadores da Câmara Municipal para instalação da CPI. Foto: CMFor
A exemplo do que foi sugerido na Assembleia Legislativa, o vereador Márcio Martins (sem partido) começou a colher assinaturas de seus pares na Câmara Municipal de Fortaleza para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra a Enel. De acordo com o parlamentar, a fornecedora de energia prestar péssimos serviços à população, quem em sua quase totalidade, estaria criticando a empresa.
Na Assembleia Legislativa, faz mais de um mês, os 46 deputados assinaram um pedido de CPI com o mesmo objetivo, mas a comissão ainda sequer foi instalada. O deputado Fernando Santana, o primeiro signatário da CPI, tão logo conseguiu as assinaturas pediu licença do mandato, para tratar de assuntos particulares por 120 dias.
O vereador Márcio Martins defende que todos os vereadores da Casa Legislativa assinem o pedido de CPI, que segundo disse, terá a função de fiscalizar e investigar os serviços prestados na Capital cearense. Na Assembleia Legislativa, mais um mês depois de protocolado, o pedido de inquérito ainda não foi respondido pela presidência do Legislativo Estadual.
“De cada dez fortalezenses, nove estão insatisfeitos com a prestação de serviços ofertados pela empresa Enel, em todos os aspectos. Da cobrança abusiva, dos cortes arbitrários à desorganização de cabos espalhados pela cidade. Estamos vendo que ela está de saída, inclusive, colocando o restinho de sua concessão à venda”, pontuou.
O vereador disse que está começando a colher assinaturas para requerimento de CPI, visando acompanhar, investigar e cobrar da Enel que cumpra seu papel, ainda que esteja de saída. “É um verdadeiro libera geral. Fica a cidade à mercê com a má prestação de serviço, que é fundamental para Fortaleza”.
De acordo com o vereador, assim com foi na Assembleia Legislativa, existe a possibilidade de o pedido de CPI receber o apoio dos 43 parlamentares da Câmara Municipal. “A Enel tem que entender que o Estado do Ceará e Fortaleza não são terra sem lei. Vamos fazer a CPI para que o povo possa entender que a gente está atento. E que a próxima que está aí por chegar, chegue já sabendo que estamos de olhos abertos à má prestação de serviço ofertado”.
Jornalista Edison Silva