Governos do CE, PE, PB e RN tentam adiar mais uma vez custo de manutenção da Transposição do São Francisco

Blog do  Amaury Alencar
0




 Uma das maiores obras hídricas do Brasil, que atravessou os Governos FHC, Itamar Franco, Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro, a transposição do Rio São Francisco continua gerando polêmica, mas dessa vez não por atraso de obras e sim pela discussão sobre os custos para manutenção dos canais que canalizam águas do Velho Chico para os Estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.

A conta é alta e a União quer compartilhar com os Governos Estaduais os custos para manutenção da transposição, que é estimada em R$ 300 milhões por ano. A cobrança deveria ter sido iniciada em 2021, foi adiada para 2022 e, após pressões dos governadores dos quatro estados beneficiados pelo projeto, mais uma vez a conta foi empurrada para frente. Pelo acordo com o Governo Federal, os Governos dos Estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco assumiriam 100% da conta da manutenção de forma definitiva. Há, porém, controvérsia e os governadores alegam que, com os cofres abalados pela redução do ICMS, não podem bancar as despesas.

Segundo o Governador da Paraíba, João Azevêdo, que preside o Consórcio do Nordeste, é preciso um modelo que não impacte de maneira muito forte as pessoas que serão beneficiadas e também os cofres públicos, a ponto de comprometer a execução de outras obras. O Governador Elmano de Freitas acompanha de perto o debate, participa de reuniões com técnicos do Governo Federal e os Chefes de Executivo de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte e endossa a tese de que a conta não pode cair no colo dos governos estaduais.

Postar um comentário

0Comentários
Postar um comentário (0)