foto Best Riders Brasil
Motoristas de aplicativo prestaram denúncia contra o Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) do Crato. O motivo da queixa seria proibição do uso de fardamento pelos motoristas de aplicativo. De acordo com o secretário-adjunto da Segurança Pública de Crato, Raimundo Nonato, o que aconteceu foi que alguns motoristas foram abordados em fiscalizações e foram constatadas irregularidades.
Em entrevista à rádio CBN Cariri, o secretário-adjunto explica que a fiscalização não possui especificidades e que as mesmas são feitas rotineiramente, sem singularidades para os transportes alternativos.
Segundo Raimundo, o aplicativo não autoriza o uso do fardamento, e a orientação é que o veículo esteja cadastrado no aplicativo e que ele seja solicitado por chamada.
Diferente dos mototaxistas que são credenciados na Coordenadoria de Transporte do Município e precisam tirar ISS, alvará e um veículo na cor amarela para identificação dos mesmos.
“Há uma regulamentação, na questão do fardamento mototáxi. Na questão do app de moto, o que acontece, eles estão usando uma bata e estão sendo parados sem ser chamados pelo aplicativo e estão fazendo isso de maneira a competir realmente com os mototáxis, há uma certa desigualdade. Isso é uma prática irregular, e como as fiscalizações são feitas de forma genérica rotineira, eles estão sendo abordados e verificados se estão realmente de acordo com a legislação do aplicativo e não infringindo nenhuma outra lei de trânsito”, ressalta em entrevista ao jornalista Farias Júnior.
O secretário comenta na entrevista que muitos dos mototaxistas reclamam dessas irregularidades, mas que o papel do Demutran é justamente defender aqueles que trabalham de forma legal.
“É algo que a gente já faz aqui, e, nesse caso, especificamente, nossa intenção é dar uma maior segurança tanto ao moto uber como aos usuários do moto uber. O que está havendo são inúmeras irregularidades, há essa necessidade da fiscalização e de fazer com que todos possam realmente trabalhar de forma legal e segura”, finaliza.
o Povo