O vice-presidente eleito falou com a imprensa no Centro Cultural Banco do Brasil, sede do governo de transição em Brasília. Na coletiva, Alckmin afirmou, ainda, que saúde e saneamento básico serão destinos prioritários de impostos federais e que é necessário "chamar atenção" para o fato de que outorgas muito elevadas em leilões de saneamento vão levar os compromissos de investimentos a patamares muito baixos.
Para ele, será necessário aperfeiçoar esse modelo. "Qual o equívoco aí? É ótimo ter lei de saneamento e trazer o setor privado. Mas quando se exige outorga altíssima, investimento vai lá para baixo. Você não está fazendo política pública para aumentar saneamento, você está fazendo caixa, aí ou vai ter que aumentar tarifa ou fazer investimento pequeno", pontuou.
"Eu vejo que tem espaço para todo mundo, e quanto mais estimular pequenas e médias empresas a crescer melhor", afirmou. "Claro que vender água é bom negócio, coletar e tratar esgoto já não é tão simples, mas é necessário. Então, vamos ter que aperfeiçoar esse modelo de saneamento, exigindo mais investimento se quiser realmente universalizar", completou.