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| Foto: Reprodução |
Estando em Santa Quitéria há um ano e três meses, o Instituto Compartilha vem sendo alvo de questionamentos, em relação ao que foi feito pela organização social (OS), desde que assumiu o gerenciamento do Hospital Municipal e das unidades básicas de saúde. Os quiterienses não enxergam mudança ou melhoria significativa com o novo formato, comparado aos anos anteriores em que era administrado pela própria Prefeitura, perpassando relatos de precariedades.
De acordo com o Tribunal de Contas do Estado, foram pagos ao Compartilha, desde agosto de 2021, o valor vultuoso de R$ 19.235.114,99, sendo a 3ª cidade dentre 12 no estado que mais pagaram ao instituto para a prestação dos serviços. Especificamente aqui, boa parte deste valor foi destinada a folha de pessoal/pagamento de salários.
Não raramente, aparecem queixas de faltas de insumos, problemas com atendimentos, atraso nos pagamentos de salários e por último, aparelhos que estão sem funcionar ao público, como o raio-x do Hospital, que está há quase dois meses quebrado após um acidente externo.
“Muitos relatam que este instituto vai sair, outros ficam na inquietação. Várias demissões ocorreram e continua sem previsão de pagamento aos profissionais. Aqui ficam pessoas sem ter condições de fazer um raio-x, tendo que ir pra Sobral, pra sua residência ou pagar particular, sem saber o que fazer. Isto é um atraso pra população”, denunciou a vereadora Gessiane Cordeiro, que cobrou explicações da Secretaria de Saúde e do prefeito na última sessão da Câmara, dia 11 de novembro.
Renato Catunda afirmou na Tribuna, que alertou ao Prefeito Braguinha antes de contratar o instituto e que apontou a realização de concurso público como melhor saída. “Essa OS que veio com a falácia de cuidar bem da saúde dos munícipes, não está cuidando. A prova está aí, se paga um absurdo e não se trouxe nenhum equipamento”, cobrou o parlamentar.
No mês de setembro, a Procuradoria dos Crimes Contra a Administração Pública (PROCAP) realizou inspeção na Prefeitura Municipal e parte dos materiais coletados pelos promotores dizem respeito ao contrato com o Instituto Compartilha. A investigação permanece em andamento. Por meio de nota, o Ministério Público preferiu não se manifestar no momento. O Executivo também informou à reportagem que colaborou fornecendo todos os documentos necessários para o esclarecimento.
Em relatório de prestação de contas de 2021 no site da organização, a empresa apresenta que fez 33 mil atendimentos em Santa Quitéria, 2 mil visitas técnicas e 43 serviços, além de controles, cronogramas e protocolos padrão.
A Prefeitura foi procurada para comentar sobre o assunto, mas até o fechamento desta matéria, não se posicionou. Ligações foram feitas para o telefone do Compartilha, porém as chamadas não foram completadas.
A voz de Santa Quitéria