Um dos grandes sucessos do maior festival do Nordeste é, sem dúvidas, a gastronomia típica. Este ano, já nos primeiros dois dias de festival, foi possível observar o grande fluxo de visitantes nas barracas. O Blog do Amaury conversou com os proprietários de três das barracas mais procuradas pelos visitantes: Maria do Pastel, Barraca do Filhós e Barraca da Glória.
Há 75 anos presente na Expocrato, a barraca do Filhós é uma das mais tradicionais no evento. “Vir na exposição e não comer o famoso filhós, é mesmo que não ter vindo, porque é de lei”, afirma a estudante Maria Luiza, de 17 anos. O empreendimento é gerenciado pela cozinheira Elizângela Sampaio, de 43 anos, embora tenha sido iniciado por sua avó, Dona Estela.
“Ela teve um sonho, na época gestante de meu pai, meu avô estava prostrado, aí ela se desesperou e pediu a Nossa Senhora uma auxílio para dar ‘dicumê’ aos filhos dela, e aí ela mandou fazer filhós”, conta Elizângela, que também destaca o fluxo de pessoas nos primeiros dois dias de evento. “Já conseguimos vender mais que o esperado nesses dois dias. É bom demais, eu ainda me emociono, porque dois anos parados sem essa festa para a gente, que vive do Filhós”, conclui. Hoje ela movimenta 14 pessoas durante a Expocrato.
Outra barraca tradicional no maior festival do Nordeste é a de Maria de Oliveira Pereira, mais conhecida como Maria do Pastel. Com 35 anos de existência no festival, Maria conta que o sentimento é de gratidão e alegria por estar retornando às vendas no festival após os após os dois anos de pandemia. Ela também comemora o início das vendas, que superaram suas expectativas. “Eu com a experiência que tenho como barraqueira, posso dizer que para início, está muito bom. Foi um dos melhores início de venda que já teve”, destaca a pasteleira. No entanto, ela ainda não consegue contabilizar quanto foi vendido, porque esse cálculo só é gerado ao final do festival, mas garante que “tá bom demais”.
Também conhecido por “restaurante de Luís Flamenguista”, a Barraca da Glória, que fica localizada ao em frente ao Engenho de Cana de Açúcar, também é marcada por sua tradição no festival Expocrato. “Galinha caipira, carneiro assado, picanha e uma variedade de comidas típicas”, essas são algumas das especialidades da barraca, segundo o proprietário de Luís Flamenguista, que começou a vender há 43 anos. Luís também diz que o movimento está bom, mas pondera que está cada vez mais difícil continuar com a barraca em decorrência das altas taxas que tem que pagar ao festival.