Patrimônio histórico: situação precária na Capela de São Caetano, no Distrito de Naraniú, em Várzea Alegre precisa de reformas

Blog do  Amaury Alencar
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Vereadora denuncia situação precária de patrimônio histórico em Várzea Alegre

Interior da Igreja São Caetano, em Várzea Alegre-CE (Foto: Divulgação)


 A capela de São Caetano, na vila que leva o mesmo nome do santo, no Distrito de Naraniú, em Várzea Alegre, está com a sua estrutura danificada e precisando de reformas.

Considerada um patrimônio histórico do Ceará, tombada pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a capela encontra-se fechada em virtude da parte do teto ter se desmoronado.

Conforme informações, com o fechamento da capela, as missas de corpo presente e demais celebrações estão sendo celebradas no interior do cemitério da comunidade. Já os festejos do padroeiro São Caetano que aconteceram em agosto, a comunidade vai ter que procurar uma alternativa.

Na sessão da Câmara de Vereadores da quarta-feira, 20, a vereadora Luciana Rolim, comentou o caso. Ela disse que foi enviado um requerimento para que seja informado ao IPHAN e a Secretaria de Cultura, já que as intervenções nas estruturas físicas da capela só podem ser realizadas com a autorização do IPHAN.

“Pedi urgência, pois estamos em um período de inverno com fortes chuvas, o que poderá causar maiores danos a Capela”, disse.

Localizada em Várzea Alegre, no distrito de Naraniú, às margens da CE 060 (Estrada do Algodão), distante da sede do município 15km, a capela dedicada a São Caetano foi construída na segunda metade do século XVIII, em 1762, em terras doadas pelo Coronel Cunha Gadelha em 30 de abril de 1735. A capela tem estilo barroco e foi tombada como Patrimônio Cultural do Estado do Ceará pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional na data de 18 de abril de 2005.


Capela fechou as portas antes de ser tombada

Marilene Elias Correia, coordenadora da capela há mais de 12 anos, relembra que a igreja precisou ser fechada em 2004 pelo mesmo motivo. Na época, o local era coordenado pela mãe, afinal, o trabalho voluntário é passado de geração em geração.

Segundo a coordenadora, o estrago foi ainda maior naquele ano após as fortes chuvas no distrito. “Os fieis têm o mesmo medo que a gente teve em 2004. Passamos muito tempo fechados”, diz. Em relação a situação atual, Marilene lamenta. “Uma tristeza muito grande para os fieis”.

foto divulgação | Internet
                       Várzea Alegre Agora 

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