PEC dos Precatórios passa na CCJ e vai a plenário na quinta Feira


Mesmo com mudanças na PEC dos Precatórios, membros da CCJ relataram insatisfação

Mesmo com mudanças na PEC dos Precatórios, membros da CCJ relataram insatisfação

PEDRO FRANÇA/AGÊNCIA SENADO - 09.11.2021

A CCJ (Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça) do Senado aprovou o relatório da PEC dos Precatórios no início da tarde desta terça-feira (30), depois de uma sessão longa. O relatório do líder do governo, senador Fernando Bezerra (MDB-PE), foi duramente atacado, inclusive, por colegas de partido. Uma das críticas principais é de que, se aprovada, a PEC 23/2021 poderá provocar uma bola de neve de dívidas do governo com o risco de chegar na casa dos trilhões.

O placar ficou em 16 a 10 a favor da PEC. O presidente da CCJ, Davi Alcolumbre (DEM-AP) fez votação simbólica mas, em seguida, o senador Alessandro Vieira pediu verificação. A expectativa é de que o texto vá ao plenário da Casa na quinta-feira (2).

 Inicialmente, a ideia era que a PEC fosse a debate logo após a aprovação na CCJ. Mas, conforme o R7 apurou, os líderes do governo consideraram que o Senado está dividido e, nesta terça (30), o risco de a matéria não passar seria muito alto. O clima na CCJ foi um reflexo da dificuldade que a proposta enfrenta entre os parlamentares do Senado.

A sessão chegou a ser suspensa por mais de uma hora, para que os senadores debatessem o relatório de Bezerra e um substitutivo. O líder do governo pediu pressa na aprovação, e argumentou que, na região Nordeste, o número de dependentes de programas sociais do governo é maior do que o de pessoas trabalhando. Bezerra também mencionou o caso de pacientes desmaiando de fome na fila dos postos de Saúde em São Paulo.

                        R7 

“Temos pessoas passando fome na fila em São Paulo, que é o estado mais rico do Brasil. E a realidade no Norte, Nordeste e Centro Oeste é muito mais aguda”, argumentou Bezerra. Parte dos demais senadores, porém, argumentou que o pagamento do auxílio é importante e não está em questão, e sim, o formato como esse pagamento será feito e como abrir espaço fiscal para o governo.

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