O Conselho Brasileiro de Dança (CBDD) em Fortaleza vai, dos dias 28 a 31 deste mês, promover o 5° Festival Internacional de Dança presencialmente após promover de forma virtual durante a pandemia da Covid-19. Com o apoio da Rede Cuca, o evento irá acontecer inicialmente, dia 28, no Theatro José de Alencar e ocorrerá nos outros dias no palco do Teatro Rio Mar Fortaleza. São previstos mais de 130 grupos para a mostra de dança.
As categorias a serem julgadas são ballet clássico, ballet clássico livre, contemporâneo, danças populares, internacionais, dança de salão do ventre, jazz e hip hop.
A idealizadora do evento em questão é Janne Ruth Nascimento. Nascida na Bahia e cearense de vivência, tem extensa carreira artística centrada na dança. Em decorrência dessa paixão, que vem desde a infância, é coreógrafa premiada nacional e internacionalmente. Além disso, estudou no Rio de Janeiro, tendo Dercy Gonçalves como uma das orientadoras, estudou com maitres (profissionais que cuidam da parte técnica do espetáculo de ballet), como Hugo Bianchi. Atualmente é professora de dança, palestrante e idealizadora do Fendafor, criado em 2000 e é o maior evento de dança do Norte/Nordeste.
O evento também terá edição virtual, a qual será em novembro, nos dias 18 a 21, com grupos e bailarinos do Brasil e outros países.
Expectativas
Cícero Gomes, bailarino natural do Rio de Janeiro, um dos jurados do evento do CBDD se diz “muito feliz porque é um é um grupo muito seleto que Janne (uma das pessoas do corpo de organizadores do evento) coloca para julgar e atender as necessidades das dos nossos adolescentes, das nossas crianças. É muito honroso para mim. Tenho certeza de que um trabalho sério e digno está sendo feito”, diz.
Cícero começou no mundo da dança desde criança no Rio de Janeiro, sendo formado pela Escola de Dança do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, existente há mais de nove décadas e responsável por formar grandes bailarinos. Tem carreira vasta na dança e é patrocinado por uma empresa de artigos de ballet.
Segundo Cícero, “a expectativa é a maior e melhor possível, porque todo mundo está com sede de voltar a cena, está com sede de sentir cheiro de teatro. Então, a gente vai ter muito erro cometido por causa da ansiedade de estar em cena”, pondera. O jurado do evento acredita que o júri saiba discernir algumas coisas durante o espetáculo, especialmente quando se trata da volta da presencialidade de eventos de dança. “Não posso levar em consideração um erro que foi cometido por um afobamento, sabe? Por um encantamento do retorno. Então eu acho que além de competição, a gente coloca uma grande festa, realmente um grande festival, não uma competição. Eu acho que é isso que a gente tem que colocar pras crianças pra que eles entrem em cima tranquilos e que eles possam aproveitar esse retorno com toda responsabilidade e que a arte seja viva. Esse é o meu desejo”, reflete.
Impacto
O festival traz pessoas de todo o Brasil. Uma das pessoas que irão apresentar é Bruna, natural do Rio Grande do Norte. A menina, com 11 anos de idade, começou a entrar no mundo da dança aos três anos. “Quando eu tinha três anos, minha mãe me colocou para fazer aulas de Ballet no intuito de fazer com que eu fosse mais comunicativa pois eu era muito tímida. A dança mudou muito a minha vida”, explica a menina.
A jovem dançarina tem altas expectativas em relação à primeira edição presencial depois da pandemia de Covid-19. “Espero dançar muito, rever amigos que a dança me deu e pisar no palco do CBDD”, diz.
“Gostaria de agradecer a essa Grande Dama da Dança do Ceará, Janne Ruth, que foi o primeiro festival internacional online durante a Pandemia, nos devolvendo, assim, a esperança e vontade de dançar”, complementa Bruna.
Medidas de biossegurança
O festival seguirá medidas de biossegurança contra o novo coronavírus, tendo em vista ainda a existência da pandemia do novo coronavírus, tanto no Theatro José de Alencar como no Teatro RioMar Fortaleza. O uso de máscaras faciais será obrigatório durante a permanência do teatro, sendo permitida a ausência desta apenas para os grupos de bailarinos que irão apresentar, bem como os diretores e os coreógrafos. Caso ocorra o contrário, as equipes que irão se apresentar de máscara.
Durante a apresentação, devem se apresentar, no máximo, 30 dançarinos por vez durante as apresentações. As plateias, tanto a superior (para os participantes) quanto a inferior (destinada ao público), terão uma cadeira de distância entre os participantes. A parte inferior vai funcionar com apenas 60% da capacidade total de pessoas por dia.
Matéria de Grazielly
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da editoria de Geral