
O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), que esteve com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Brasília no começo deste mês, mas disse que “não discutiu” questões relacionadas à coordenação da campanha presidencial petista em 2022. Próximo do grupo dos irmãos Ciro e Cid Ferreira Gomes, Camilo precisará novamente costurar relações para o ano que vem.
Perguntado pelo O POVO se confirmava que fará parte da coordenação da campanha lulista, Santana limitou-se a dizer que “nós não discutimos isso, não”. No Ceará, ele é o nome preferido para coordenar a campanha do ex-presidente ao Planalto. Além de Camilo, os governadores petistas de Rio Grande do Norte, Bahia e Piauí devem dividir a tarefa.
A intenção da cúpula nacional do PT é entregar a direção de campanha a representantes com grande peso eleitoral. Nesta semana, o deputado federal José Guimarães (PT) afirmou ao O POVO que Lula “ainda não indicou ninguém" para a tarefa, mas apontou intenção de que os quatro governadores do PT na região façam parte da coordenação da campanha.
Guimarães é uma das lideranças cearenses mais próximas de Lula e de acordo com o parlamentar, há um sentimento em comum de que o petista deve “liderar um amplo movimento de concertação nacional, capaz de ouvir todas as forças progressistas". O deputado contou ainda que o ex-presidente deve apresentar, nos próximos meses, um projeto de “reconstrução nacional" e cumprir agendas em Minas Gerais, no Norte do País e de viagens internacionais.
Reeleito com mais de 80% dos votos em 2018 e dono de uma gestão ainda bem avaliada, Camilo possui um amplo arco de alianças com partidos diversos, o que atrai os olhares e interesses dos presidenciáveis de olho em palanques para 2022.
Apesar de ser do PT, o governador é parte do grupo político de Ciro Gomes (PDT), provável adversário de Lula no pleito presidencial. Camilo é cotado para concorrer ao cargo de senador e pode contar com o apoio tanto de Lula quanto de Ciro enquanto costura palanques para ambos os partidos no Estado.
Ala do PT Ceará que conta com os deputados federais José Airton Cirilo e Luizianne Lins critica a postura do ex-ministro e presidenciável Ciro Gomes (PDT) em relação a Lula, ao passo em que defende o distanciamento do grupo e uma candidatura própria do PT ao governo local. Caso não haja força para candidatura própria, essa ala petista rechaça que o escolhido para representar a união PT/PDT no Estado seja o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (PDT).
com colaboração de Alexia Vieira
Blog do Amaury Alencar o Povo