Documento elaborado por entidades ligadas ao setor elétrico defende o retorno do horário de verão no Brasil ainda em 2021. A finalidade é a adoção de medida emergencial para enfrentar a crise energética. Segundo as entidades, o governo deve priorizar o incentivo à eficiência energética para reduzir o risco de novas crises.
O grupo de entidades diz que o horário de verão economizaria entre 2% e 3% do consumo no início da noite, reduzindo a necessidade de acionar térmicas mais caras que hoje pressionam a conta de luz.
A apoio vem crescendo no últimos meses em rezado do agravamento da crise energética. Entidades do turismo, como CNTur e Feturismo, além do setor de restaurantes e shoppings já se manifestaram a favor. Nessa segunda (13/09), o apoio foi reforçado por Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Instituto Clima e Sociedade (ICS), International Energy Intiative, Mitsidi Projetos e Hospitais Saudáveis.
“O ganho é pequeno, mas nesse momento precisamos contar megawatt por megawatt”, disse o ex-diretor do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Eduardo Barata, que vem trabalhando com o ICS e o Idec na avaliação da crise e da atuação do governo para enfrentá-la.
O horário de verão foi extinto pelo presidente Jair Bolsonaro em 2019. O argumento foi de que não garantia grande economia de energia enquanto causava transtornos para trabalhadores, principalmente aqueles que dependem do transporte público ainda de madrugada.