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19/07/2021

Padres hostilizados por bolsonaristas são inscritos em programa de proteção do Estado

Padre Lino Allegri (ao centro) na Casa do Povo da Rua, em Fortaleza (Imagem feita antes da pandemia) (Foto: Igor de Melo em 11/04/2012)
Padre Lino Allegri (ao centro) na Casa do Povo da Rua, em Fortaleza (Imagem feita antes da pandemia) (Foto: Igor de Melo em 11/04/2012)

Os padres Lino Allegri e Oliveira Braga Rodriguesalvos de ameaças e ataques por simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro em Fortaleza, foram recebidos nesta segunda-feira, 19, no Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência (NUAVV), órgão do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE).

Em nota, o órgão diz que Lino e Oliveira aceitaram a inclusão de ambos no Programa Estadual de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos (PPDDH-CE). A solicitação para a inscrição dos religiosos já foi encaminhada ao programa, coordenado pela Secretaria da Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos (SPS).

Na reunião, os sacerdotes relataram à promotora Joseana França, coordenadora do NUAVV, agressões que vêm recebendo na condução de missas na Paróquia da Paz, na Aldeota, desde o início de julho. “Ambos foram vítimas de várias condutas ilícitas por parte de algumas pessoas que frequentam a igreja”, diz nota do MPCE.

“Eles relataram os fatos e apresentaram demandas. O acolhimento foi realizado pelos profissionais do Núcleo e, na ocasião, foram apresentados os serviços prestados”, continua o documento. No último domingo, 18, o governador Camilo Santana (PT) anunciou que determinou a abertura de um inquérito para apurar possíveis ameaças contra os padres.

 Críticos do padre Lino acusam ele de utilizar a Igreja da Paz para fazer "proselitismo político" e "pregar o progressismo". As críticas começaram após o padre manifestar, durante uma missa de 4 de julho, críticas a Jair Bolsonaro e lembrar das mais de 500 mil mortes por Covid-19 no Brasil. Desde então, apoiadores do presidente têm realizado “vigílias” no local aos fins de semana, com direito a protestos e xingamentos contra o religioso.


                                          O POVO 

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