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20/04/2021

Morre de Covid-19 enfermeiro que era contra vacina e defendia tratamento precoce

 


Anthony Ferrari Penza era enfermeiro e criticava vacina contra Covid-19.
 (Foto: Facebook/Anthony Ferrari)
Anthony Ferrari Penza era enfermeiro e criticava vacina contra Covid-19. (Foto: Facebook/Anthony Ferrari)

O enfermeiro Anthony Ferrari Penza, 45, morreu nesse domingo, 18, devido a complicações da Covid-19. O profissional de saúde ganhou visibilidade nas redes sociais por divulgar informações falsas sobre vacinas e defender tratamentos sem eficácia comprovada para a doença.

Segundo informações da Folha de S. Paulo, a morte foi confirmada pela Secretaria Municipal de Comunicação de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. De acordo com a prefeitura, ele morreu no Hospital São José, montado para atender pacientes com Covid-19.

A infecção pelo coronavírus chegou a ser divulgada no Facebook em post assinado por sua esposa, Natalia Ferrari. “Ele está SIM com covid e segue internado, porém NÃO ESTÁ entubado [sic]. Como esposa dele peço que respeitem esse momento onde os familiares estão muito preocupados e essas notícias falsas causam muita dor”, escreveu. Não houve pronunciamento da família sobre a morte do enfermeiro.

Nas redes sociais, o enfermeiro chegou a dizer que estados e municípios estavam escondendo leitos da população sem apresentar provas. De acordo com o portal UOL, o Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (Coren-RJ) abriu um processo ético contra o enfermeiro para solicitar a cassação do registro profissional. A denúncia foi encaminhada para o Conselho Federal de Enfermagem e ainda não havia sido julgada.


Desinformação

 

No fim de 2020, o enfermeiro divulgou um vídeo com a mentira de que o médico voluntário no ensaio clínico da vacina de Oxford teria sido “vítima da vacina”. Ele também dizia, erroneamente, que o imunizante poderia causar Alzheimer, doença degenerativa que afeta a memória, e fibromialgia, que causa dor e fadiga.

Anthony ainda chegou a defender o uso de ivermectina no combate à Covid-19, afirmando que a droga salva vidas, que há estudos que provam sua eficácia e que a Etiópia e a Austrália têm poucos casos do coronavírus porque fazem o uso profilático do remédio. Todas as informações são falsas.

Não tem dados disponíveis que sustentem a eficácia do medicamento contra a Covid-19, conforme informou a farmacêutica Merck, responsável pela fabricação do remédio, em comunicado oficial. Não há base científica para um potencial efeito terapêutico contra Covid-19 em estudos pré-clínicos.

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