PSD quer a vaga de vice-governador do Ceará na sucessão de Camilo Santana

 


A fase aguda da transmissão do coronavírus, ora vivenciada, provocando um considerável aumento no número de mortes em todos os estados brasileiros, não tem inibido a movimentação dos políticos em relação às eleições do próximo ano. Alguns, inescrupulosamente, aproveitam a fragilidade de grande parte da população e utilizam o momento para os seu discursos demagógicos.

A vida vai voltar ao normal, claro. E todos torcemos para ser rápido o retorno à normalidade. Portanto, é natural que os políticos, não os aproveitadores, estejam com suas ações voltadas para 2022. E em cada Estado, como acontece no cenário da sucessão presidencial, os entendimentos são só no sentido da disputa pelo principal cargo majoritário, o de governador, notadamente quando o atual chefe do Executivo não pode disputar sua reeleição, caso do Ceará.

As manifestações mais recentes de dirigentes de partidos cearenses como do PDT e PSD, dois dos principais aliados do governador Camilo Santana (PT), confirmam uma disputa interna já existente pelas indicações dos nomes dos candidatos aos cargos majoritários, de governador, vice e senador, embora ainda muito haverá de acontecer, até a data limite de 2022, para a efetivação das candidaturas.

Ademais, por menor que possa ser a influência do cenário nacional na formação das alianças e na escolha dos candidatos nos estados, assim como no resultado da própria eleição, ela existirá. E o ambiente nacional, depois da decisão judicial favorável ao ex-presidente Lula, tornando-o um provável candidato à Presidência da República, parece não estar inibindo os políticos cearenses. Ao menos cinco governistas querem ser candidato a governador, como aqui já afirmamos.

E dentre esses cinco não está Domingos Filho, presidente estadual do PSD. Ele quer ser governador do Ceará, aposta no futuro e tem o insucesso da disputa interna vencida por Camilo Santana, mesmo sem estar disputando a indicação do seu nome em 2014, como uma lição a orientar os seus passos. Ele tem trabalhado, nos últimos anos, o crescimento do seu partido e hoje é a segunda maior força eleitoral da base aliada, perdendo apenas para o PDT.

O resultado da última eleição municipal lhe permitirá apontar o filho, o deputado federal Domingos Neto, para ser o candidato a vice do nome governista que disputará a sucessão de Camilo. Domingos Filho já foi vice do ex-governador Cid Gomes, mas deverá disputar um novo mandato de deputado estadual para fortalecer o seu projeto de futuro, que é chegar a ser governador do Ceará.

Domingos Filho, Domingos Neto, Gilberto Kassab e Cid Gomes (PDT), na residência do senador cearense, em 2019. Foto: Divulgação.

Jornalista Edson Silva 













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