Pedro Bezerra considera deixar partido caso seja destituído da presidência do PTB no Ceará


Deputado federal Pedro Bezerra (PTB-CE) avalia sair do partido caso seja destituído da presidência estadual.  (Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados)
Deputado federal Pedro Bezerra (PTB-CE) avalia sair do partido caso seja destituído da presidência estadual. (Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados)

Após sinalização de destituição da presidência do PTB no Ceará, o deputado federal Pedro Bezerra afirmou na tarde deste sábado, 20, que não descarta a possibilidade de sair do partido caso a medida seja tomada. Nesta sexta-feira, 19, o presidente nacional do partido, ex-deputado Roberto Jefferson, anunciou que deve tomar a decisão após o correligionário cearense ter votado favorável a prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ). 

 "Tomei conhecimento pelas redes sociais. não recebi nenhuma mensagem. Ficou claro que não tenho o perfil de parlamentar que ele quer dentro do partido. Se isso se efetivar [destituição] eu não vou excluir a possibilidade de sair", avalia Pedro. O dirigente estadual do partido afirma que ainda não foi comunicado diretamente por Jefferson da possível decisão.


Em tom crítico ao presidente nacional do partido, o parlamentar alega ter sofrido censura ao ser impedido de "exercer a livre atividade parlamentar. "Ele briga com todos para garantir a liberdade do rapaz [Daniel Silveira] e me pune por exercer a minha opinião", destaca o deputado. A reportagem não conseguiu contato com Jefferson.

Nas redes sociais, Jefferson classificou a decisão da Câmara como a confirmação de que “todos os poderes da República foram usurpados pela ditadura de toga”:


O deputado Pedro Lucas (PTB-MA), também pode perder o cargo. Os outros nove deputados do partido que estiveram na votação foram contrários à prisão de Silveira. Preso na última terça-feira, 16, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, após divulgação de vídeo atacando a Suprema Corte. deputado peselista chegou a ser convidado, Jefferson, aliado recente do presidente Jair Bolsonaro, a integrar o PTB. 

Agora, com plenário do STF e Câmara mantendo sua prisão, Silveira terá ainda que enfrentar uma denúncia criminal no STF e corre o risco de ter seu mandato cassado, com a abertura de um processo no Conselho de Ética. 


A prisão do deputado carioca também motivou o deputado estadual André Fernandes (Republicanos) a questionar a decisão partidária. Na última quinta-feira, 18, o parlamentar, aliado de Bolsonaro no Ceará, ameaçou deixar o partido caso a bancada da legenda na Câmara dos Deputados seguisse orientação para manter a prisão de Silveira. Até o momento, mesmo após confirmação da decisão, Fernandes não se manifestou sobre. 

Além do Republicanos, outros 16 partidos orientaram votação para manter Daniel Silveira, dentre eles o PT, PL, PP, PSD, MDB, PSDB, DEM, PSB, PDT, Solidariedade, PSOL, Cidadania, PCdoB, Avante, PV e Rede. Quatro siglas orientaram suas bancadas a votar para soltar o parlamentar (PSL, PTB, PSC e Novo). Outras três legendas – Pros, Podemos e Patriota – liberaram suas bancadas alegando que não houve consenso interno

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