O dia “D” e a hora “H” para o governo Bolsonaro no Congresso Nacional















O presidente Jair Bolsonaro está construindo sua camisa de força e, aí mesmo tempo, uma proteção importante para seu mandato e futuro político. O chefe da Nação, sem partido, está empenhado em eleger os presidentes da Câmara e Senado Federal. A vitória lhe garante a certeza na qual poderá tocar seu mandato até 31 de dezembro de 2022, se tudo correr dentro do planejado. 

Aprovado por apenas 26% da população, o presidente tem a pior avaliação desde a data em que assumiu o Palácio do Planalto e a oposição não lhe oferece fôlego, além da contribuição do próprio presidente e de seus aliados para o desgaste. 

 Bolsonaro topou abrir seu governo para o centrão e deputados do baixo clero na Câmara Federal. São parlamentares que se elegem, usando a máquina pública, dinheiro do próprio bolso e votam qualquer pauta em troca de cargos e liberação de verbas. A opinião pública pouca importância tem nas decisões que tomam. 

Os deputados Arthur Lira (PP) e Baleia Rossi (MDB) são velhas figuras da política. Já se enrolaram no mensalão e na Lava Jato. A legenda de Arthur Lira é comandada por uma águia chamada Ciro Nogueira, senador piauiense, também, investigado na Lava Jato. 

Brasília está agitada, de forma frenética. A campanha ganhou ares de disputa nunca vista. No vale-tudo, o governo anunciou a recriação do poderoso Ministério das Cidades, extinto no início do governo Bolsonaro, por ser considerado, à época, um balcão de negócios e um antro de corrupção. 

De qualquer forma, o dia “D” chegou, falta a hora “H”. Se vingar o favoritismo de Bolsonaro no Senado, elegendo-se o senador Rodrigo Pacheco(MG), e o deputado Arthur Lira, presidente da Câmara, Bolsonaro terá dado uma lição aos opositores e políticos de centro ,que se opuseram ao debate amiudado durante a campanha dos dois. 

Vale ressaltar que a política premia os vitoriosos, não importando como e que métodos foram utilizados para vencer. O empenho do presidente na eleição do Congresso é uma questão de sobrevivência, de resguardar um governo e uma tentativa de entrar para a história como um governante que deixa o Palácio do Planalto sem ser cassado. 


        Roberto Moreira 

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