Ministério Público deflagra operação que cumpre 22 mandados contra membros de facção criminosa no Ceará

 





Operação desta manhã foi desencadeada pelo Ministério Público do Estado do Ceará, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) (Foto: Thais Mesquita)
Operação desta manhã foi desencadeada pelo Ministério Público do Estado do Ceará, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) (Foto: Thais Mesquita)

Uma operação desencadeada pelo Ministério Público do Estado do Ceará, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) foi deflagrada na manhã desta sexta-feira, 18, para desarticular uma facção criminosa com atuação em tráfico de drogas em todo território nacional, especialmente no Ceará. O grupo é acusado de vários crimes, como organização criminosa, tráfico de drogas e de armas, associação para o tráfico, homicídios, assaltos, entre outros. A operação visa cumprir 23 mandados de prisão e de busca e apreensão em Fortaleza (quatro), Maracanaú (um) e Icó (um), no Ceará, e no município de Martinópolis (um), em São Paulo.

Os demais mandados serão cumpridos no sistema penitenciário do Ceará: CPPL 2 (dois), CPPL 3 (11), CPPL 4 (dois) e UP de Pacatuba (um). Entre os alvos está um dos fundadores da facção criminosa. Os mandados judiciais foram expedidos pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas.



O promotor de Justiça Adriano Saraiva informa que a investigação começou em 2015 e foi até meados de 2016. “Ela começou com o foco em desmantelar uma determinada facção criminosa de alcance nacional e, no curso das investigações, descobriu-se o verdadeiro fluxograma da organização criminosa, os setores e se chegou às pessoas que ocupavam esses setores”, diz.

Entre os cargos dos componentes da facção apontados pelo MPCE está “final do sistema do Estado do Ceará”; “geral das comarcas do Estado do Ceará”; “geral do sistema”; “geral das facções”; “salveiro do Estado do Ceará”; “geral das gravatas do Estado do Ceará”; “geral da RF do Estado do Ceará”; “final do Estado“; “geral do sistema”; “geral das trancas” e “final da rua do Estado do Ceará”. Cada posto tem uma função estratégica no grupo.

Os componentes da facção, em sua maioria, ocupavam posições de comando dentro da organização criminosa e praticavam uma série de graves infrações penais. Entre os crimes estão tráfico de drogas, associação para o tráfico, comércio irregular de arma de fogo e planejamento de assaltos e homicídios, tanto na Capital quanto no Interior do Estado. 

o Povo