A nove dias do fim do mandato, Crivella é preso suspeito de corrupção

 






A nove dias de terminar o mandato, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Repúblicanos) foi preso no início da manhã desta terça-feira, 22, em seu apartamento, no Condomínio Península, na Barra da Tijuca, suspeito de corrupção. Em um prédio vizinho, a operação conjunta entre a Polícia Civil e o Ministério Público estadual também prendeu Rafael Alves, um dos articuladores da campanha do bispo licenciado da Universal em 2016 e apontado como o operador do esquema de propina que funcionava dentro da prefeitura. A ação é um desdobramento da Operação Hades, que investiga um suposto esquema de desvio de verba na gestão municipal conhecido como “QG da propina”. Nesta manhã, foram presos ainda o delegado aposentado Fernando Moraes, o ex-tesoureiro Mauro Macedo e os empresários Adenor Gonçalves e Cristiano Stokler. A decisão é da desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita.


A operação, que envolveu a Coordenadoria de Investigação de Agentes em com Foro (CIAF), também tinha como alvo o ex-senador Eduardo Benedito Lopes, que não foi encontrado em casa. As primeiras informações dão conta de que ele teria se mudado para Belém e iria se apresentar à polícia. Como o vice-prefeito do Rio, o engenheiro Fernando Mc Dowell, morreu em 2018, quem deve assumir o comando do município enquanto Crivella estiver preso é o presidente da Câmara dos Vereadores, Jorge Felipe (DEM). Ao ser acordado pela polícia nesta manhã, o prefeito do Rio, que tentou se reeleger nas últimas eleições e perdeu para Eduardo Paes (Democratas), afirmou que estaria sendo alvo de uma perseguição política e que teria lutado contra a corrupção em sua gestão.



O inquérito que resultou nas prisões de hoje está baseado na delação premiada do dolerio Sérgio Mizrahy, preso na Operação Câmbio, Desligo no ano passado. Ele denunciou um esquema que chamou de “QG da propina” que ocorreria dentro da Riotur e indicou o homem de confiança do prefeito, Rafael Alves, como o operador do suposta estrutura ilícita. Segundo a delação, Alves ainda contava com seu irmão, Marcelo Alves, na presidência do órgão, o que teria facilitado toda a operacionalização do desvio de recursos. O doleiro, em seu relato ainda, afirmou que recebia regularmente de Rafael cheques de prestadores de serviço do Município do Rio.


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