Apesar do final da campanha, vacinas continuam disponíveis
Municípios seguem oferecendo imunização. Foto: Divulgação

Equipes de saúde dos municípios que realizaram campanha de vacinação contra a poliomielite, que previne a paralisia infantil, encontraram dificuldade para atingir as metas no prazo estabelecido pelo Ministério da Saúde. Até a última semana, quando a campanha chegou ao fim, nem metade do total de crianças esperadas foi vacinada em municípios como Crato e Juazeiro do Norte. Em Barbalha, a meta ultrapassou 60%. O medo dos pais em levarem os filhos às Unidades Básicas de Saúde (UBS), por conta da pandemia de covid-19, é apontado como o principal responsável pelo registro. Por fazer parte do calendário de vacinação, a imunização permanece sendo ofertada.

Juliana Saraiva, enfermeira da rede de Frios, em Crato, conta que o Município tem um total de 7.829 crianças, das quais a meta de 95% ainda está longe de ser alcançada. “Destacamos a importância e reforçamos a necessidade dos pais levarem as crianças de um a cinco o anos à unidade de saúde mais próxima, no horário de 7h30 às 11h30 e de 13 às 17h, com o objetivo de garantir a vacinação e proteção contra a paralisia infantil”, enfatiza, ao afirmar que todo o processo de vacinação é feito de forma segura e que a imunização é importante para a saúde da criança.

Em Barbalha, Adriana Maria, da equipe de Imunização, conta que a meta populacional no Município é de 3.960 crianças entre um e quatro anos de idade. Até a última quinta (29), cerca de 2.400 tinham recebido a imunização. “Vale ressaltar que estes dados são dinâmicos e de acordo com o recebimento das unidades vacinadoras são atualizados”, conta, ao enfatizar que as equipes seguem os protocolos e cuidados para evitar a covid-19.

Márcia Rejane, coordenadora de Imunização em Juazeiro, cita que na primeira semana cerca de 40% das crianças, de um total de 16 mil, foram vacinadas no município. “É importante que os pais e responsáveis compreendam que a vacina é a única forma de evitar as doenças imunopreveniveis”, conta, ao dizer que o Brasil não registra casos de paralisia infantil desde o anos de 1994. Entretanto, como o vírus ainda existe em alguns países, existe a possibilidade de reintrodução do vírus do Brasil, daí a importância da imunização, que deve superar os 95%. “Os pais e responsáveis precisam assumir sua responsabilidade de proteger suas crianças contra a paralisia Infantil, eles são corresponsáveis. A população precisar aderir à campanha”, completa Márcia. 

Jc 

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