O Sítio Urbano do Gesso, nas margens da linha férrea do Crato, na extensão entre a Estação do Metrô do Centro e a Escola Profissionalizante Violeta Arraes, no Crato está sendo prejudicado pela falta de poda.
O Sítio é reconhecido por Lei Municipal nº 3.612/2019 e é destinado ao plantio coletivo de plantas frutíferas e medicinais e prevê que a gestão municipal auxilie na manutenção.
Francisco de Assis da Paz “Tico”, um dos cuidadores do Sítio Urbano do Gesso, acorda todos os dias, às 5h30 da manhã para regar as plantas. Ele destaca que as plantas altas é um perigo para população e diz ainda que empata o desenvolvimento das frutíferas.
Francisco de Assis Ferreira “Chico dos Pneus”, comerciante, alerta também sobre o perigo da falta de poda. Ele cita que as árvores já estão atravessando a rua.
As principais arvores a serem podadas são a Azadirachta, popularmente conhecida como Nin Indiano. A tendência é ser substituída continuamente por plantas frutíferas como prevê a Lei Municipal que reconhece o Sítio Urbano do Gesso.
Entidades que atuam no Território Criativo do Gesso, como é o caso do Museu e Escola de Arte Raimunda de Canena, Ponto de Cultura Paraiso do Caipiras, Coletivo Camaradas, Projeto Nova Vida e Terreiro do Mestre Roxinha já reivindicaram a poda. Em Reunião com as organizações do Território, o gestor municipal foi informado da situação e se comprometeu a resolver o problema.
De acordo informações da direção do Coletivo Camaradas já foi encaminhado diversas vezes documentos para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Territorial, entretanto, a secretaria não respondeu oficialmente aos pedidos. Giordano Ferreira, um dos coordenadores do Camaradas enfatiza que é importante o diálogo com o poder público, mas diz que existe um certo limite de tolerância. Ele ressalta ainda, que é uma obrigação legal a gestão pública responder as demandas da sociedade civil.

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