A agente repassava informações e é investigada desde 2017 -  (crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
A agente repassava informações e é investigada desde 2017 - (crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)  

 








Três anos após ser acusada e presa pela Polícia Federal sob a suspeita de ter repassado informações sigilosas da corporação para beneficiar traficantes, a servidora Hélida Oliveira Vaz foi demitida do órgão. A demissão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e é assinada pelo Ministro da Justiça, André Mendonça.



Segundo o ato, ela violou a lei que proíbe os servidores de "revelar fato ou circunstância de que tem ciência em razão das atribuições e que deva permanecer em segredo". Com isso, Hélida está impedida de assumir cargo público por cinco anos, já que a conduta foi considerada ato de improbidade administrativa.

Na PF, ela desempenhava a função de agente administrativo. Hélida é moradora de Águas Claras e foi aprovada no concurso da corporação em 2014. Em 2017, ela foi um dos alvos da Operação Brabo. Um dia depois da prisão, Hélida foi solta depois de uma audiência de custódia.



Na época, a ação deflagrada pela Polícia Federal visava desarticular um esquema de tráfico internacional de cocaína, que envolvia mais de 150 pessoas. A organização criminosa chegou a enviar mais de nove toneladas do entorpecente para a Europa. O grupo, espalhado por diversos estados e também pelo Distrito Federal, teria o apoio de criminosos do Primeiro Comando da Capital (PCC), que forneciam suporte logístico e financeiro.

No ano passado, 26 pessoas foram condenadas pela participação no esquema. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), as drogas eram compradas na Bolívia e na Colômbia. Terminais em Santos (SP) serviam de entreposto para o tráfico que era destinado a países como Itália, Bélgica, Espanha e Inglaterra. Até a máfia sérvia foi relacionada aos crimes.  


Correio Braziliense 

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