O governador Camilo Santana (PT) entrou, pela primeira vez, no embate com adversários na disputa pela Prefeitura de Fortaleza e, nesta quarta-feira (14), acusou o capitão Wagner, candidato do PROS, de liderar o motim dos policiais militares durante a greve na corporação no mês de fevereiro deste ano.

Camilo fez os comentários nas redes sociais ao ler entrevista de Wagner ao Diário do Nordeste em que o candidato do PROS diz não ter apoiado o movimento dos policiais militares. “Em nenhum momento, eu me posicionei a favor de qualquer paralisação aqui na cidade de Fortaleza ou no Estado do Ceará’’, disse Wagner, que teve as declarações contestadas por Camilo.

‘’Vi no DN entrevista do Capitão Wagner dizendo não ter apoiado o motim deste ano, que aterrorizou o Ceará. Não é verdade. Tanto liderou o motim de 2011 como teve participação direta nesse último motim, que teve clara motivação política para desorganizar a segurança do Ceará’’, disse Camilo, ao acusar, ainda, Wagner de se engajar à manifestação dos militares.

Segundo o Governador Camilo Santana, ‘’Wagner participou ativamente de manifestações com encapuzados, discursou no Batalhão dos amotinados e teve seus aliados na linha de frente, todos integrantes de seu grupo político e candidatos ao seu lado’’. As notícias e imagens estão aí para quem quiser ver’’.

Em outro trecho da publicação, Camilo disse que Wagner defendeu abertamente anistia para quem praticou esses crimes, o que jamais aceitei. ‘’Foi um dos atos mais covardes já praticados contra a população por uma minoria de policiais que não representavam a grande maioria da tropa, formada por policiais corretos e dedicados. A população precisa saber da verdade’’, observou Camilo que, pela primeira vez, entrou na campanha eleitoral para se contrapor ao principal adversário do PDT na corrida pela Prefeitura de Fortaleza.

O QUE DISSE WAGNER

Em entrevista ao Diário do Nordeste, Wagner, ao falar sobre a greve dos policiais militares, disse o seguinte: “Em nenhum momento, eu me posicionei a favor de qualquer paralisação aqui na cidade de Fortaleza ou no Estado do Ceará. Eu tenho muita responsabilidade com essa questão e, por conta disso, fui inclusive desgastado em rede social por policiais que queriam fazer o movimento, e a gente foi contra a realização. De forma nenhuma, a gente vai incentivar esse tipo de acontecimento. O que aconteceu esse ano foi, de fato, um posicionamento radical de ambos os lados (Governo e PM), tenho que frisar isso”.

ABAIXO NOTA DE CAMILO SANTANA

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