(crédito: Arquivo Hospital das Clínicas/UFMG)
   

(crédito: Arquivo Hospital das           Clínicas/UFMG)


Morreu nesta terça-feira (15/9) o banqueiro Aloysio Faria, aos 99 anos. O empresário é conhecido como o fundador e ex-dono do Banco Real e faleceu enquanto estava em sua fazenda, em Jaguariúna, no interior de São Paulo, de causas naturais.



Nascido em Belo Horizonte, Faria, que completaria 100 anos em novembro, era o banqueiro mais velho da lista da revista Forbes Brasil, ocupando o 55º lugar, com uma fortuna estimada em R$ 9 bilhões.

Dono do Conglomerado Alfa, antes da pandemia causada pela covid-19, Faria costumava ir pelo menos uma vez por semana à sede da instituição, na Avenida Paulista.

O banqueiro era proprietário de diversas empresas, como a rede de hotéis Transamérica, emissoras de rádio, a fabricante de água mineral Águas da Prata, a gigante de material de construção C&C e a produtora de óleo de palma Agropalma, controlador do Delta Bank, com operações nos Estados Unidos e em Cayman, entre outros negócios.

Trajetória 

Inicialmente, Aloysio Faria não pensava em seguir a carreira de banqueiro, mas herdou do pai, em 1971, metade do Banco da Lavoura de Minas Gerais, onde deu início ao Banco Real. Em 1998, era o quarto maior banco privado do Brasil e foi vendido por US$ 2,1 bilhões ao holandês ABN Amro, posteriormente comprado pelo Santander.


Formou-se em medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e especializou-se em gastroenterologia pela Universidade Northwestern, de Chicago (EUA).  

Repercussão

Em nota, o presidente do conselho de administração do Conglomerado Alfa, Christophe Cadier, afirmou que Faria foi uma referência para a economia e para o setor financeiro do país. "Pessoa de uma cultura impressionante, doutor Aloysio deixa um exemplo de discrição, simplicidade e empreendedorismo. Seu modelo de gestão sempre foi baseado na valorização da ética, confiança, seriedade e competência", disse.



O presidente do Santander, Sérgio Rial, também demonstrou pesar pela morte de Faria.

“Aloysio de Andrade Faria foi um exemplo de banqueiro e empresário comprometido com o desenvolvimento nacional. Entre seus inúmeros legados, foi o fundador do Banco Real, cuja posterior incorporação pelo Santander foi decisiva para moldar os contornos de nossa presença e atuação no país. Suas realizações continuarão a inspirar as novas e futuras gerações de líderes do nosso Brasil”, afirmou em nota.

O presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Isaac Sidney Ferreira, expôs que Faria foi um professor para todo o setor já que "era um banqueiro empreendedor, com uma visão empresarial de país".


Também por meio de nota, o presidente das empresas não financeiras do Conglomerado Alfa e do Grupo Agropalma, Beny Fiterman, afirmou que Faria foi um exemplo de perseverança. "Doutor Aloysio tinha muito foco e habilidade em valorizar o time que trabalhava com ele, seja em capacitação ou inspiração, conseguindo extrair o melhor de cada um, sempre com simplicidade e carisma”, relatou.


Correio Braziliense 

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