Desde o ano de 2012 sem reunir condições para liberação de água, o Açude Faé, no município de Quixelô, finalmente reativou sua operação e vai atender as demandas das comunidades ribeirinhas do entorno do açude. O início da liberação de água ocorreu na última quarta-feira (16) e atendeu a decisão do Comitê da Sub-Bacia Hidrográfica do Alto Jaguaribe e da Comisão Gestora do reservatório.

O volume de chuvas deste ano foi essencial para a recuperação parcial do Faé, que chegou a registrar, em meados de abril, volume de 70% em relação a capacidade total de armazenamento. Simulações de esvaziamento e demais dados de monitoramento do reservatório foram apresentados pela Cogerh ao Comitê da Sub-Bacia do Alto Jaguaribe, durante processo de tomada de decisão da operação no reservatório.


Diante da demanda, os membros do Comitê da Sub-Bacia Hidrográfica do Alto Jaguaribe decidiram pela liberação da vazão média de 190 L/s, que deve ocorrerer em forma de descarga e beneficiar os ribeirinhos em um percurso de 13 km. As comunidades do entorno do açude agora poderão usar as águas do Faé para reforçar o abastecimento local, abastecer sistema de poços e auxiliar nas atividades produtivas.


“A liberação ocorrerá para perenização de um trecho de 13km e vai atender os ribeirinhos, que há muito tempo não tinham acesso à agua do manancial, devido ao período de seca. A liberação será interrompida quando a água chegar ao final do trecho estipulado.”, explicou Anatarino sobre os detalhes da operação.



Antes do reforço do açude, as comunidades eram abastecidas exclusivamente por poços profundos. “Foram anos de manobra e muito esforço para garantir água em muitas regiões do Estado. Exemplo disto foi a realização de um dos maiores programas de perfuração de poços já executados no Estado do Ceará durante os últimos 6 anos”, lembra João Lúcio Farias, presidente da Cogerh, sobre as dificuldades enfrentadas nos últimos anos com a estiagem prolongada

Bottom Ad [Post Page]

| Designed by Colorlib