O Supremo Tribunal Federal concedeu a mudança para o regime de prisão domiciliar para o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA), que cumpre pena no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador. A decisão foi proferida pelo ministro Dias Toffoli, que considerou que havia agravamento do estado de saúde do político baiano com “risco real de morte”.

O despacho segue recomendação do CNJ que prevê prisão domiciliar provisória para presos em grupos de risco em meio à pandemia do novo coronavírus. A medida vale até 17 de setembro.
O pedido de mudança para o regime domiciliar acontece dois dias depois da morte do ex-deputado Nelson Meurer (PP-PR), que cumpria pena decorrente de investigação da Lava Jato e acabou infectado pelo novo coronavírus. Um pedido semelhante já havia sido feito pela defesa de Geddel, mas foi negado pelo ministro Edson Fachin em junho. Geddel está preso em regime fechado desde setembro de 2017, quando a Polícia Federal encontrou malas e caixas com R$ 51 milhões