A dona Maria Augustinha, 66, fez questão de receber a equipe de pesquisa em sua casa, curiosa para saber se tinha ou não o coronavírus. "Aqui moramos eu, meu marido e meu filho, e ele teve, fiquei morrendo de medo de pegar essa doença. Sei que o exame mal não faz, por isso é melhor saber se tenho ou não a doença", disse.
Na entrevista protocolar que segue antes e durante o exame, a dona de casa falou dos seus hábitos caseiros, que não sai de casa sem máscara, que não teve nenhum tipo de contato social nem sintomas, apesar do filho ser detectado com o coronavírus há cerca de um mês. "Tenho medo de sair por aí, pegar ônibus lotado. Só saio de casa pro supermercado, e vou e volto muito rápido", comentou. Com exame negativo em mãos, ela se diz aliviada, mas que manterá os cuidados e isolamento por muito tempo ainda.
Os pesquisadores foram capacitados, nos dias 6 e 7 de julho, na Escola de Saúde Pública do Ceará Paulo Marcelo Martins Rodrigues (ESP/CE), vinculada à Secretaria da Saúde do Ceará (SESA), do Governo do Ceará. Eles receberam treinamento para a aplicação dos testes, especialmente o RT-PCR (swab) que nessa fase começa a ser realizado na Capital, além dos procedimentos de biossegurança. Serão realizados 3.300 testes em 113 bairros, das seis regionais de Fortaleza. Foram sorteados 330 setores censitários da cidade, sendo cada um deles correspondente a um conjunto de quarteirões. Ao todo, o estudo realizará 9,9 mil testagens em cerca de 10 mil moradores da Capital.
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