Mais
de 3 mil internautas acompanharam o evento nas redes sociais da SEMA.
Na ocasião o secretário Artur Bruno destacou os três anos de
regulamentação do Parque Estadual do Cocó, fruto da prioridade dada pelo
governador Camilo Santana à área ambiental
Na
manhã de 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, um seminário virtual
debateu a educação ambiental no contexto da pandemia e pós-pandemia,
uma promoção conjunta da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia
Legislativa e Secretaria do Meio Ambiente (SEMA), em parceria com o
Grupo de Interesse Ambiental (GIA), a Comissão Interinstitucional de
Educação Ambiental (CIEA/Ceará).
O
evento, gerenciado pela Coordenadoria de Educação Ambiental e
Articulação Social (Coeas), da SEMA, coroou as diversas atividades
virtuais que celebraram a Semana do Meio Ambiente 2020. O evento foi
acompanhado por quase 3 mil participantes pelas redes sociais da SEMA –
Site, Facebook, Instagram – e pela plataforma YouTube.
Os
professores Artur Bruno, secretário estadual do Meio Ambiente e Acrisio
Sena, deputado estadual e presidente da Comissão de Meio Ambiente da
Assembleia, fizeram a abertura. Participaram, como convidados
palestrantes, os professores Genebaldo Freire Dias e Marcos Sorrentino,
referências em todo o país, como educadores ambientais. O jornalista
Luiz Viana, do grupo O Povo, mediou o encontro.
Na
sua fala, Bruno destacou os três anos de regulamentação do Parque
Estadual do Cocó, fruto da prioridade dada pelo governador Camilo
Santana à área ambiental, e ressaltou a educação ambiental como
“fundamental para a preparação da sociedade para a readaptação à
convivência pós-pandemia”. Já Acrisio ressaltou as atividades da
Comissão, que devem ser retomadas após pandemia em todo o Estado, como
audiências públicas sobre políticas de proteção animal, apicultura,
desertificação, agroecologia e pesca artesanal, além da Semana dos
Manguezais. “O maior desafio é enfrentar a política de destruição
ambiental promovida por Bolsonaro e o ministro Ricardo Salles”,
criticou.
Para
Genebaldo Freire, o problema não é da natureza, mas do ser humano, e os
desafios da educação ambiental pós-pandemia continuam os mesmos:
sensibilizar a população para que ela não se torne um entrave à
evolução, mas um elo. “A natureza segue seu caminho, mas a educação
falhou, as gestões, as políticas, as religiões falharam em conduzir a
humanidade por um caminho sustentável”, disse. “Esquecemos a essência da
humanidade, a consciência da nossa transitoriedade, a gratidão, que
permite que você se conecte com a natureza e dialogue com o que está à
nossa volta”, completa. Por
sua vez, Marcos Sorrentino reforçou a tese do diálogo com o outro e com
a natureza, para “contemplar e entender, de forma crítica, o que está
acontecendo”. “Temos o desafio de resistir. Vivemos um momento que cobra
de cada um de nós uma postura de reafirmação da nossa existência como
seres que podem mudar esta realidade. É preciso reaprender a fazer com
as próprias mãos, rever nossas vivências, sair da lógica do fast food,
do alimento pronto, do consumo desenfreado”, explicou.
