Uma das classes que mais tem sofrido com a pandemia
de Covid-19 é a de pequenos e médios empresários e trabalhadores autônomos. Com
o fechamento dos seus negócios de uma hora para outra há mais de dois meses e a
lenta retomada da economia, ainda em planejamento em algumas cidades, eles
estão tendo cada dia mais dificuldades de honrar seus compromissos financeiros,
isso porque o crédito liberado pelo governo federal está esbarrando na burocracia
dos bancos, o que tem retardado o acesso.
Nesse sentindo, o deputado federal Heitor Freire (PSL/CE) protocolou uma
série de emendas alterando a Medida Provisória 975, que instituiu o Programa
Emergencial de Acesso a Crédito. Segundo o parlamentar, as emendas visam agilizar
o trâmite burocrático:
“Desde o início da pandemia eu tenho sido procurado por várias entidades
representativas e elas me falam sempre da incerteza com o futuro dos nossos
negócios, em especial da geração e manutenção dos empregos. Essa é uma das
minhas grandes preocupações, o cenário pós-Coronavírus. Por essa razão, nós
estamos solicitando formalmente o alongamento do prazo da MP 975 para também
quando essa fase mais restritiva passar. O que precisamos agora é menos
burocracia e mais prazo para as empresas se readequarem. Agora é o momento em
que precisamos de um suporte contínuo do Poder Público para que todos possamos nos
reerguer o mais rápido possível”, ressaltou Freire.
Um dos entraves apresentados pelas instituições financeiras é a falta de
garantias. Porém, o deputado argumenta que a crise terá impactos de longo
prazo, exigindo que as iniciativas para melhorar o acesso ao crédito durem
tempo suficiente para que o setor privado possa acessar o crédito com mais
facilidade.
“Além das emendas, também já enviei, ainda em maio, ofícios para os
principais bancos provedores de crédito e para o Ministério da Economia pedindo
mais ação. Não podemos, além de perder vidas para o
Coronavírus, termos os nossos empregos e atividades econômicas seriamente
ameaçados pela burocracia.
As emendas foram protocoladas na última sexta (05) e
seguem para a apreciação na Câmara dos Deputados.