As
regiões de Campinas e de Sorocaba, no interior paulista, estão gerando
preocupação no governo paulista pelo aumento da quantidade de
internações em leitos destinados para o tratamento de covid-19, a doença
provocada pelo novo coronavírus.
Segundo o secretário de Desenvolvimento
Regional, Marco Vinholi, a ocupação de leitos de unidades de terapia
intensiva (UTI) para tratamento de coronavírus em hospitais públicos da
região de Campinas está em cerca de 74%, enquanto em Sorocaba chega a
83%.

"Hoje
nós apresentamos esses dados crescentes na taxa de ocupação das duas
regiões com muita preocupação", disse Vinholi. “E quando analisamos
apenas as cidades de Campinas e de Sorocaba, os números são mais
preocupantes ainda”, disse. O secretário ressaltou que a taxa de
internação de leitos de UTI na cidade de Campinas cresceu 104% nos
últimos sete dias, na comparação aos sete dias anteriores. Já na cidade
de Sorocaba, o crescimento nos últimos sete dias foi de 127%.
Para tentar diminuir a taxa nas duas
regiões, o governo encaminhou nesta semana 65 respiradores para Campinas
e 25 para Sorocaba. Cada respirador significa um novo leito para
tratamento de covid-19. “Até sábado,
vamos encaminhar mais 50 respiradores para as duas regiões, ampliando a
capacidade hospitalar e mantendo vagas de UTI para todos.”.
As duas regiões estão classificadas na fase
2- laranja, chamada de controle, do Plano São Paulo, da retomada
econômica do estado. O plano é regionalizado e dividido em cinco fases.
Na fase laranja, as regiões podem reabrir serviços como shoppings,
comércio de rua, concessionárias e escritórios, desde que limitem o
acesso a 20% do total de público e a quatro horas o seu período de
funcionamento diário.
Caso Campinas e de Sorocaba continuem
apresentando crescimento de internações por covid-19, aumento no número
de casos ou óbitos pela doença, essas regiões poder voltar a serem
classificadas na fase 1- vermelha, de alerta máximo, ou seja, terão que se manter em quarentena, sem poder abrir quaisquer serviços que não sejam considerados essenciais.
Crescimento no interior
Segundo o governo paulista, o número de
casos de coronavírus e de outros indicadores, como óbitos e internações,
vêm crescendo no interior do estado, enquanto mantém certa estabilidade
na região metropolitana paulista. “O número de novas internações está
bastante estável. Ontem,
a média dos últimos sete dias, em comparação aos sete dias anteriores,
ficou praticamente igual, com 1% de acréscimo de internações”, disse o
secretário.