A pandemia do novo coronavírus tem gerado impactos financeiros para os municípios para brasileiros. Diante de um cenário de incertezas, a Associação dos Prefeitos do Ceará (APRECE), realizou nesta sexta-feira (15) uma live com o objetivo de expor como a pandemia tem afetado os municípios do Ceará como também de todo o país.
Para apresentar uma perspectiva focada nos municípios cearenses, o consultor econômico da Aprece, André Pinheiro, expôs os cenários econômicos das finanças municipais do estado. Em sua fala, o consultor apresentou as 3 principais receitas dos municípios do interior do Ceará, que compõem cerca de 62% de toda a arrecadação: FPM, Fundeb e ICMS.
Em quadros, André elencou os valores arrecadados em 2019, a estimativa das receitas em 2020 em um cenário sem o coronavírus e também os números referentes às arrecadações diante dos impactos da doença das 3 receitas.
FPM




“As receitas que virão de conquistas não serão suficientes para repor as quedas ocasionadas pela pandemia”, afirmou André Pinheiro.CENÁRIO NACIONAL
Um dos participantes da live foi o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Glademir Aroldi que explanou sobre os valores referentes a perda de arrecadação para os municípios brasileiros como reflexo da pandemia. O presidente explicou que segundo um levantamento realizado pela CNM, estima-se uma queda de arrecadação até o fim de 2020 dos municípios brasileiros de cerca de R$ 74 bilhões de reais.
Aroldi destaca que mesmo com a ajuda que será recebida pelos municípios por meio dos recursos disponibilizados pelo Projeto de Lei (PL) 39/2020, que visa a recomposição das perdas financeiras de estados e municípios em meio a pandemia, os gestores municipais ainda enfrentarão dificuldades. O PL dispõe um total de R$ 60 bilhões de reais, sendo R$ 10 bilhões destinados para a saúde e os outros R$ 50 bilhões livres para estados e municípios.
Dos R$10 bilhões voltados para a saúde, R$ 3 bilhões são para os municípios. Já em relação aos R$ 50 bilhões, os municípios serão beneficiados com R$ 20 bilhões de reais. Mesmo com os recursos, Aroldi esclarece que os valores não são suficientes para recompor a arrecadação dos municípios até o fim desde ano. O presidente destaca que a soma dos valores equivale a um montante de R$ 23 bilhões, que corresponde a apenas 30% do valor de perdas dos municípios que é de R$ 74 bilhões de reais.
UNIDADE EM MEIO A CRISE
O presidente da Aprece, Nilson Diniz, anunciou que a Associação já organizou uma carta onde todos os números apresentados estarão detalhados e serão disponibilizados para os gestores municipais e para qualquer cidadão a fim de unificar o discurso diante dos impactos do coronavírus na economia dos municípios.Ao falar sobre a pandemia em uma perspectiva nacional, Nilson ressaltou que mesmo em meio as divergentes do governo federal com as medidas apoiadas pelo Ministério da Saúde, o que ocasionou até o momento a saída de dois ministros da pasta, os municípios do Ceará devem se manter unidos.
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