Mesmo após o acordo que culminou no fim do motim da Polícia Militar (PM), o governador Camilo Santana garantiu que os agentes da Força Nacional, por meio da operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), devem permanecer no Ceará até sábado, 7.
Segundo Camilo, a presença do exército é importante para “restabelecer a
normalidade” no Estado enquanto veículos e equipamentos ainda estão
sendo recuperados. O governador também aproveitou a oportunidade para
reforçar que o fim da paralisação se deu devido a “união de forças tanto
federais, como estaduais”, rebatendo a atribuição de Moro.
Durante a entrevista coletiva nesta segunda-feira, 2, Camilo Santana também comentou sobre as possíveis razões políticas para o movimento dos PMs.
Para o governador, é necessário realizar um debate sobre o que ele
classificou como “partidarização da polícia”. “Se você for observar
todas as lideranças desses movimentos têm mandato, são filiados a
partidos. Isso é grave e é um debate que precisa ser feito a nível
nacional. Porque não ocorre só no Ceará”. Segundo Camilo, é necessário
que “a Polícia cumpra seu papel constitucional, que é garantir a
segurança da sua população”.
Camilo também não recuou quanto a Proposta de Emenda à
Constituição (PEC), enviada na última sexta-feira, 28, à Assembleia
Legislativa, que proíbe expressamente a concessão de anistias administrativas para policiais militares que promoverem motins no Estado.
“Eu defendo que o Congresso Nacional aprove uma emenda da Constituição
que proíba anistias em todo o Brasil, a nível federal e a nível dos
estados brasileiros”.
O governador reforçou ainda que foi uma “decisão da Justiça” liberar os 47 PMs envolvidos no motim.
“O que eu posso garantir é que se tinha uma coisa que para mim sempre
foi inegociável é anistia. A sociedade não pode ficar ficar refém de
atos criminosos como esse. O Governo não pode ficar refém”.
O POVO