O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), evitou criticar Jair Bolsonaro (sem partido) ao chegar neste domingo na Marquês de Sapucaí no primeiro dia de desfiles das escolas de samba do Grupo Especial. Ex-aliado do presidente, Witzel mudou o tom e desconversou quando foi questionado por VEJA sobre uma possível pré-candidatura à Presidência da República, em 2022.
“Sou candidato a governar bem o Rio de Janeiro.

 Fazer com que o Carnaval de 2021 seja melhor do que esse”, disse o governador para, em seguida, reclamar do acesso ao Sambódromo, principalmente do trânsito. “É preciso investir e modernizar. Pretendo entrar num acordo com o prefeito (Marcelo Crivella, do Republicanos).”

Pré-candidato à reeleição, Bolsonaro rompeu aliança com Witzel depois de o governador anunciar que disputaria a Presidência. Sobre o enredo da Acadêmicos de Vigário Geral, que desfilou no sábado, 22, pelo Grupo A com críticas a Bolsonaro, Witzel evitou atacar.

“Toda crítica é bem-vinda e respeitosa. Faz parte do nosso Carnaval ter a crítica. Mas cada um faz aquilo que acha que tem que fazer. Eu não estou aqui para ficar censurando qualquer tipo de expressão”, afirmou.

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Witzel também enfrentou vaias do público em alguns momentos.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), outro que pretende concorrer à sucessão de Bolsonaro, também foi ao camarote do Governo do Rio, no Setor 9. Witzel e Doria almoçaram juntos hoje. Questionado se a parceria seria eleitoral, Witzel despistou: “União. Prefiro este termo”.
Witzel estava acompanhado da primeira-dama, Helena, e do secretário de Governo, Cleiton Rodrigues. Com vários cargos no governo, dois ex-bolsonaristas marcaram presença no camarote: os deputados estaduais Rodrigo Amorim e Alexandre Knoploch, ambos do PSL. Secretários estaduais também estão no local.


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